sábado, 20 de janeiro de 2018


... lembranças, muitas, coincidências, não, lidos também não. VIVIDOS SIM!






Duas Casas e Quatro Personagens

          Ainda ontem outubro de 2017 recebi em casa um extrato que dizia que eu tinha direito num resquício de Pis Pasep ou FGTS, achei meio estranho mas chegou um segundo aviso e com isso fomos à Caixa Econômica Federal e nos foi informado que o valor era um saldo de FGTS, pendente do Colégio Riachuelo e dos Correios e que a Previdência Social me forneceria um documento comprobatório para o caso e eu deveria apresentar carteira profissional comprovando os dois empregos. Que surpresa, que coisa tão agradável, que lembrança extraordinária, pois estamos falando de fatos e dados do início da década de 80, regalias a mim ofertadas por duas casas que fizeram e fazem parte da minha vida.  Duas figuras: uma da professora e eterna Diretora do Colégio Riachuelo, Ady Aguiar do Carmo e outra do grande e eterno amigo Alfredo Bihel, companheiro e amigo, da Assembleia Legislativa de Minas Gerais e do antigo PSD; amigo fraterno responsável por minha ida para os Correios e responsável pelo meu retorno ao mesmo após minha primeira demissão em 1961. (Fui demitido dos Correios uma segunda vez, em 17 de novembro de 1987).  Dona Ady, Diretora do Colégio Riachuelo onde eu comecei minha vida como professor, casa e carreira onde eu joguei meu coração.   
          A vista disso e pela regalia que eu jamais esperava, resolvi, em agradecimento, mandar celebrar, na Igreja de São José, uma missa pelas almas de Ady Aguiar do Carmo e de Alfredo Bihel. Missa celebrada pelo Padre Carlos (se não estou enganado), as oito horas, excelente celebração com vários cantos, louvores e um louvor específico:  - Jesus Cristo/ Jesus Cristo/ Jesus Cristo/ Eu estou aqui ...
          Nessa Missa, durante a Consagração do Pão e do Vinho para a Comunhão, durante os cânticos, eu,  sentado na lateral esquerda da igreja, diante da primeira porta,  senti um vento frio soprando e isso  de imediato, este vento frio, me levou ao “principinho” da década de 1950, eu então com menos de 10 anos de idade,  sentado perto da escadaria da Igreja de Nossa Senhora da Paz, no Bairro  Cachoeirinha, -na velha Igreja – nos fundos do Grupo Escolar Mariano de Abreu, onde fiz meus primeiros estudos, onde fui alfabetizado. Era um vento frio, num sábado à tarde e eu esperava para as aulas de catecismo, nos Salões da Igreja. Senti uma ventania muito forte e fria, não havia “vivalma” na rua e eu me senti tremendamente sozinho, aos 10 anos de idade, a espera de uma aula de catecismo que não houve, triste e sozinho. Não sei por que “cargas d’água”, não sei se coincidência, nesse momento da celebração da Missa, da celebração da Eucaristia, senti, outra vez, aquele mesmo vento frio do tempo de menino, e agora, naquela manhã, numa Igreja quase cheia, me senti tremendamente sozinho, outra vez sozinho e triste, era o mesmo vento de 67 anos atrás e bateu não só aquela primeira tristeza, mas uma outra, pesada e doida. O porquê disso, a tristeza pesada, mais pesada do que a lembrança da lembrança era o que? Uma coincidência! O vento, mesmo vento, me levou a lembrança do ontem, já tão longe e do hoje, um presente do passado diante de um aqui e agora, um presente do presente. Uma saudade ferrenha das duas casas e dos dois personagens.  Essa é a primeira parte do Duas Casas e Quatro Personagens, onde referenciamos duas delas, duas das quatro personagens.
          Numa segunda parte, agora nos finais de 2017, acompanhávamos um programa de televisão onde o apresentador levava um grande prêmio de sorteio para ser entregue nos extremos do Estado do Maranhão; saiu de São Paulo, Sudeste do país, indo ao extremo do Nordeste e muito pra lá da Ilha de São Luiz, São Luiz do Maranhão. O ganhador do prêmio mora no Bacuri, perto de Cururupu, muito além de São Luiz, ainda além de Alcântara - onde está o Centro de Lançamentos de Alcântara – O CLA- local de lançamentos de foguetes da Força Aérea Brasileira. O Bacuri é muito depois de Alcântara, que divisa com Pinheiro, terra natal de nosso outro personagem, terceiro dos quatro. Não sabia que Pinheiro, terra de José Pedro Amengol, ficava tão longe, tão nos píncaros do Maranhão.  Pinheiro nos leva a Pedro Amengol e Pedro nos leva ao quarto personagem, José Gabriel do Nascimento; pela ordem conheci primeiro Gabriel e depois o Sr. Pedro Amengol.
          Em Belo Horizonte, nos Correios, no qual eu construí minha vida, tínhamos um novo   Diretor Regional de Correios Pedro Amengol, e um dos principais assessores de Diretoria, José Gabriel, e eu Mário, trabalhando no Centro de Educação Coorporativa –CECOR- como instrutor temporário. Um dia pela manhã, no CECOR, em 2013, o telefone toca e é Cleusa Gosling:
          _ Seu Mário, Nossa Senhora me disse que ti telefonasse, contando o meu caso, pedisse e descansasse!
          _ Mas como Cleusa? O que posso fazer? Não tenho cargo de confiança, não mando nada!
          _ Eu não sei de nada, após ter pedido a “Deus e ao mundo”, Ela mandou que eu pedisse ao senhor!
          E agora, fazer o que? Pedir a quem?  Foi ai que me lembrei do jovem da Seção de Avaliação de Desempenho, no CECOR, Gabriel, o conheci lutando para fechamento da avaliação anual do pessoal dos Correios de Minas Gerais, correndo atrás dos resultados com dedicação e competência; este jovem era agora, Assessor do Diretor Pedro Amengol. Não pensei duas vezes, telefonei e falei do caso da Cleusa, do que ela precisava e duas horas depois ‘pasmem’, ela já tinha sido recebida pelo senhor assessor e sido lotada para trabalhar no antigo Edifício Sede dos Correios em Minas Gerais à Av. Afonso Pena 1270, assim como ela queria e precisava, a dois, três quarteirões de sua casa. O que faz o respeito e uma boa amizade!!!
           Por um outro lado, em um dos cursos que ministrávamos e que estávamos precisando de uma força, surge um aluno, sem pedir licença, sem se inscrever ou avisar de que participaria, com crachá e tudo, - surpresa para mim- “... olha o Diretor está na sala do Mário, não avisou de que estaria aqui!” tínhamos um aluno na primeira fila, num dia inteiro de curso, participando e perguntando, não como Diretor Regional, mas como aluno, lá estava o José Pedro Amengol.  Nesse mesmo curso tínhamos, mais para os fundos da sala um aluno, particularmente atento durante todo curso, o também aluno, Gabriel, José Gabriel do Nascimento, então Assessor da Diretoria Regional dos Correios.
          De uma outra vez, também no CECOR, Jose Gabriel participava conosco de um outro encontro, de um outro curso e comparece participando do primeiro horário quando então pede licença para se ausentar, tendo que viajar para um enterro de um ente querido na Zona da Mata. Compromisso, é além do -compromisso, é comprometimento; não são muitas as pessoas que os têm.
          Muitas pessoas que ajudaram essa Primeira Casa, Os Correios, a ser um dos maiores correios do mundo, já fizeram e fazem parte de uma equipe que se dedica e trabalha com afinco em prol de um novo correio, dentro em breve, quiçá, que poderá outra vez, ser um dos melhores Correios do mundo!
          São duas casas – Correios e Colégio Riachuelo, ambos em Belo Horizonte -  que me enchem de orgulho por ter feito parte delas, por muitos, realmente muitos anos.
          Uma vida e Quatro Personagens que Deus me deu o privilégio de conhecer de trabalharmos juntos; duas pessoas que estão na lembrança do Presente do Passado e duas que estão no aqui e agora, no Presente do Presente. Como só o presente existe, como afirma Santo Agostinho, um dos Doutores da Igreja, estes quatros personagens executaram seus trabalhos com maestria, sabedoria e competência, e eu aprendi muito com eles, muita sabedoria de vidas, Duas Casas e Quatro Pessoas como Escola de Vida e estes, sim, estes, Presentes do Presente, são dois personagens que podem ajudar, que ajudam, e muito na construção incansável de Um Novo Correio, o Novo Correios do Brasil.


Mário de Castro

Janeiro de 2018  

quarta-feira, 15 de novembro de 2017







A HISTÓRIA DE PAPAI NOEL




Eis a questão: Papai Noel existe ou não? Desde 2001 a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos entrega cartas para o Papai Noel em nome de crianças brasileiras; a cada ano entrega mais cartas, cumpre um papel social de aproximação de crianças carentes ao bom velhinho. “O Papai Noel recebe mais cartinhas a cada dia” dizem os Correios.  

Quem é Papai Noel?


Desejando Feliz Natal em Português ou  Zorionak para o povo Basco, Feliz Navidad ou Felices Pascuas para o  espanhol, Joyeux Noel para os franceses, e Merry Christmas  ou Happy Christmas para o inglês, em uma escrita simplificada ou tradicional em Mandarin Shèndàn Jié Kuàilè, Natale Hilare em latim, Buen Natale em Italiano, ou do Merry Christmas,  para o japonês que é MERIKURISUMASU,  ou ¨Fröhliche Weihnachten para o alemão, em Esperanto Gavan Kristinaskon e em sua morada, como não pode deixar de ser  em finlandês HYVÄÄ JOULUA você pode conhecer este bom velhinho, natural da cidade de Rovaniemi- capital da Lapônia- na Finlândia, a terra de neves eternas, onde ele vive auxiliado por Elfos mágicos e trabalhando na fabricação de doces e brinquedos para as crianças do mundo inteiro.

MAS, QUEM É PAPAI NOEL?
                                                                                                                           
A Merry Christmas from a vintage St. Nicholas (dressed in green)

            Você poderá chamá-lo de Papai Noel, de Father Christmas em inglês, por KUROSU em japonês a exemplo, de Santa Claus, de Ded Moroz para a Rússia e Macedônia, de Viejito Pascuero para o povo chileno ou Père Nöel para a França ou ainda Babbo Natale para a Itália, ou Santa Claus para os Estados Unidos, México e Canadá, Nikolaus na Alemanha (weihnachtsmann= homem do Natal) ou São Basílio (santo do dia de dar presentes, segundo o povo grego).  Diz a lenda que o povo da Lapônia, a terra de neves eternas, costumava limpar as chaminés, no ano novo, para permitir que a boa sorte entre em suas casas durante todo o ano. Como atração turística existe na Lapônia o “Santa Park” e é este o endereço do Papai Noel:

           Santa Claus
FIN- 96930 – ARCTIC CIRCLE
ROVANIEMI – FINLÂNDIA
htt//www.santaclausoffice.fi



Onde as cartas com remetentes, recebidas por ele, são respondidas em nove idiomas ou ainda sua “residência de verão” em Gramado no Rio Grande do Sul, ou também em Penedo- distrito de Itatiaia no Rio de Janeiro onde existe uma colônia Finlandesa, são estes os outros endereços de papai Noel.

A história foi criada no século IV por Nicolau Taumaturgo, arcebispo turco, que colocava moedas de ouro nas chaminés dos mais necessitados. O papai Noel inicial do século XIX foi apresentado em roupas de frio de cor verde com detalhes prateados, tipo lenhador e também, em alguns lugares em vez do gorro com uma Mitra episcopal (paramento de bispo) mas, o responsável por criar a figura de papai Noel em vermelho com detalhes em branco foi o cartunista alemão Thomas Nast em 1886 na revista Har Per's Weekkys que se espalhou pelo mundo. O mito da Coca-Cola foi em 1931 numa grande campanha para se aquecer as vendas da bebida durante o inverno, vestiu-se o papai Noel de vermelho com barba e detalhes brancos, botas e cinto pretos; o trenó, transporte característico de regiões geladas, que são puxados em geral por oito renas, no de papai Noel da Lapônia eram nove renas, liderados por Rudolph, de nariz vermelho, como guia na tempestades de neve. As renas do trenó de papai Noel são as únicas renas voadoras e se chamam:  Rodolfo, Corredora, Dançarina, Empinadora, Raposa, Cometa, Cupido, Trovão e Ventania. (Confira no filme Rudolph: A Rena de Nariz Vermelho- 1960 e 1998).
                       Será que Papai Noel existe? - acredito que sim.


Mário de Castro

PAPO DE VENDEDOR



          Papos e crônicas do cotidiano de um vendedor 38 crônicas de linguagem rápida e direta foram pensados e desenvolvidos para que vendedor (ou não) ganhe muita informação, diversão e formação, otimizando o tempo. Com mais de duas décadas atuando no varejo brasileiro, Weber Abras retirou desse período alguns momentos pitorescos, para transformá-los em divertidas e envolventes lições, inovando a literatura que trata do tema vendas: uma sessão de bate-papo entre autor e leitor , falando das lições retiradas a cada crônica . Tudo bem ao estilo mineiro de prosear e do jeito envolvente de ensinar e construir imagens e mensagens na mente do Cliente.



“...ufa consegui ! Como eu fiz?” Esta é a extraordinária reação do jovem escritor. A ação de tê-lo feito e o questionamento como fez; e a simplicidade do fato diante da realização imensurável.

          Nasceu para vender e nega isto, se esquecendo com que é antes de tudo um negociador. Casos e casos de vendas e não realização de vendas, cada um analisado profundamente com o “Papo de Vendedor” de Weber Luiz Sebástian – como prefiro chamá-lo.           Mais de vinte empresas onde se destacou vendendo, incluindo os Correios e “vira agora a dizer que não quer mais vender”. Coitado, não sabe, que há muito e muito tempo foi “picado pela vesta dos negócios” e hoje é, antes de tudo um negociador.

          De todos os casos, entre todas as crônicas, se destaca como lição de vida , como lição profissional de valores, o “Falei que era no Balde e perdi meu Balde de Dinheiro”. O cronista, em sua simplicidade, relata o caso da senhora paraguaia e dos tanquinhos e tábuas de passar roupa; quantos tanquinhos, quantas tábuas de passar roupa não fizeram o contentamento (prefiro libertação) de vários vendedores? Ao ler e reler a crônica, e isto pode acontecer com você também, senti e sinto, claramente, o olhar de “vingança” da paraguaia e o dizer com o olhar: - compro de um tudo mas de você não compro nada.           Papo de vendedor é, sem medo de errar, e, o vendedor Weber Abras, sem medo de ser feliz, - a ESSÊNCIA de todo o livro.


 
Mário de Castro

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

DIA A DIA OU ESCOLA DE VIDA OU EMPREENDEDORISMO - um linguajar de ontem e hoje
...Dia a Dia e Escola de Vida, como o título nos sugere, é o caminhar corajoso de pessoas e empresa que pode ter a ousadia de virar a pirâmide social, mostrando sua força de mudança constante e uma vontade incontestável de um trabalho de qualidade; uma reflexão diária para nós e nossos gestores.


Ainda ontem, quando nos falaram que aquela mocinha não enxergava, desde que nasceu, jamais pude acreditar! Como? Ela era, já naquela época, final da década de 50,uma das melhores empregadas da seção de estamparia da Cia. Têxtil Belo Horizonte – como, se me parecia que ela via pelas mãos, pelo tatear, pelo cheiro, pelo coração? COMO SE CHAMA ISTO, ESTE NÃO ENXERGAR?. Também ontem , o “Jorge Veiga” que tinha dificuldade de andar, mas era um só sorriso e trabalhava de esmoler, nos jardins da Igreja de São José, nos corredores norte sul ou vice verso, em que aproveitávamos para um sinal “ da cruz “ rápido, diante da igreja, e o pedido e resposta dele mesmo (o Jorge) – um trocado por favor, mas... pode me dar sem trocar mesmo – Porque ele sempre sorria? Como ele estava todos os dias no seu posto de trabalho, sem “poder” andar? NÃO SEI COMO SE CHAMA ISTO, ESTE NÃO ANDAR? Num ontem mais próximo, não sabíamos o que impedia( e não sei até hoje ) a aquele senhor, aparentemente jovem para a época, de fazer, realizar maiores façanhas que fosse fora de sua pequena ilha, numas das esquinas da Av. Afonso Pena. Só sabemos, e isto ficou registrado, que ele estava sempre na luta - com vai seu tenente? - tô na luta, era a costumeira resposta. COMO SE CHAMA ISTO, PRESENÇA CONSTANTE? Podemos refletir ainda no atendimento feito na cidade de Divinópolis, para a Secretaria da saúde – até então um dos grandes clientes do correios em Minas Gerais, com o Projeto Escola “um caso” de Parceria, para a Escola A Vida, para jovens especiais; nos assustamos em descobrir que aqueles jovens não falavam a minha “língua” mas, várias outras que não tínhamos visto ou faltado coragem para aprender .
Caminha se um tanto neste mundo de Deus, nesta Escola de vida, ou NESTE, que tenho receio e passo para NESSE, empreendimento e um novo lembrar de alguém, já com este termo de necessidade especial( ainda muito pesado e muito usado), porquê, talvez, o que faltasse ali naquele meio fosse só aconchego – ...meu pai, tio M, se chama buzina e seu apelido é zé Carlos! OUTRA VEZ! COMO SE CHAMA ESTA FALTA DE POUCO,QUASE NADA, QUE É TUDO AO MESMO TEMPO? E então, em um aprender vagaroso, num “ pari passu ”, víamos um trabalho público se transformar, mais uma vez, nesse tal de empreendimento e havia, em alguns propagadores ferrenhos, o querer mostrar, o usar de “ fontes, de beber/, saber” . Será que estes, sempre estes, insisto, nobres da estamparia, do esmoler, do jorge B, do seu tenente ou do buzina, dos desprovidos de vozes rotineiras, tem nos levado a um novo enxergar, em vez de só ver, de ouvir e escutar? QUE “NOVA” AÇÃO É ESTA? COMO SE CHAMA ISTO? Fé, coragem, acreditar que pode mudar o outras “ferramentas e armas, não sabemos, de uso costumeiro” dessa nova gente, destes novos trabalhadores para os quais, os problemas, os medos, os anseios e as preocupações são apenas oportunidades, como faz o povo asiático( muitos deles); ou será que beberam da obra de Dom Helder Câmara: - ser como a cana que após esmagada, ainda produz doçura. Ou ainda, será que souberam, que nesta casa, “neste sitio com várias fontes” já se pregava um dos melhores conceitos de Essência que tive oportunidade de conhecer: MÍNIMO SEM DEIXAR DE SER, o que sobra, a água-de-colônia é acidente. Noutras paragens, nesta casa maior, a exemplo do SPI, garantimos, se tem ouvido este conceito de essência. Qualquer que seja, ainda, o termo, o linguajar usado, não sabemos se, o mais adequado dentre todos seria Inclusão Social, Necessidades Especiais, de identificação deste trabalhador.
O bom é que pequenos ensaios, senhores gestores, colegas dos correios em Minas Gerais, tem sido feito, há bastante tempo, em algumas escolas, meios educacionais e empresas, que ousaram “virar a pirâmide”. Alguns pequenos voos, ameaças de voos, que não sabemos dizer os nomes, já estavam imbuídos desta ânsia( oportunidade) querendo mostrar a que vieram; forças de trabalho cheios de “querença”, de fé e de vontade. Não são jovens que vieram para o trabalho para mostrar ou expor necessidades, mas, sim para que pudéssemos ver, que são capazes, independentes, libertários para a vida, para o dia a dia e ainda mais para o trabalho. Há que se considerar a qualidade de trabalho desta nova força, nesta casa,, há que se ver, por nossos gestores e colegas de trabalho e quiçá, em toda empresa, que elas são, antes de tudo pessoas, trabalhadoras que poderão estar, não com as ferramentas que temos, e que achamos quesão eficientes e valorosas armas, mas com outras. Estes novos “tamoios”, com armas simples, que não são as que temos mas, que são, na maioria das vezes muito mais eficazes, praticamente 800 colaboradores de primeira qualidade, não porque precisam ser, mas porque querem e são. Nós hoje,mais de 1184 pessoas, em nossa maioria, precisamos refletir sobre a diferença entre precisar e querer, dar e receber, ter coragem de saber que entre ver e enxergar mora uma diferença muito grande. Estes colegas de inclusão social, de “possíveis, mais do que possíveis” portadores de necessidades especiais, são, sem medo de errar, “sem medo de ser feliz”, um alavancar, o momento da aglutinação de forças qualificadas das grandes oportunidades de uma empresa que busca valores, entre os seus e, sem NENHUM SENÃO.
Mário de Castro


                 50 – CINQUENTA – ANOS DO COLÉGIO RIACHUELO -  05 DEZEMBRO 2015



MINHA FALA NESTA NOITE DE 05 DE DEZEMBRO 2015 NO RECINTO – TAMBOR – DE PROPRIEDADE DO ARTISTA MAURÍCIO TIZUMBA, NOSSO ALUNO DÉCADA DE 1970




COISAS QUE FALEI:  Duas coisas muito importantes que aconteceram na minha vida: O CORREIO, onde eu construí a minha vida e o COLÉGIO RIACHUELO onde eu comecei a minha vida como Professor, onde eu joguei meu coração. Uma minha cunhada MARLUCE aluna do Colégio,  pergunta à Professora e  Diretora Ady:  - meu cunhado  “é professor”, a senhora não está precisando de um professor? - diga a ele para vir aqui na escola, o mais rápido possível; e eu fui, naquela mesma manhã, e conversamos e eu perguntei: quando começo? - hoje mesmo, esteja aqui as 19 horas. AS 19:15H do dia 12 de março de 1969, dei a minha 1ª aula, no então “Ginásio Comercial Riachuelo”. Lá ficamos de março de 1969 até o último dia de aula do colégio na noite do dia 6 de agosto de 1983. Nesta escola eu comecei minha vida como professor. Quanta coisa boa aconteceu na minha vida, a minha família, Terezinha minha esposa. Minha filha Carla e minha filha Cátia, Professora Cátia que eu encontrei muitas vezes em corredor do Colégio Prisma, professor e professora e onde íamos fazer lanche, lá perto, lanchonete do Vinícius, nosso aluno no Riachuelo e sobrinho de Dª Ady. Quanta coisa boa, quantas felicidades como professor, são 57 anos de Correio e 47 de sala de aula como professor. Quantos casos prá contar, hoje mesmo falamos de sonhos já e eu me lembrei que em uma das escolas perguntei à uma professora universitária – qual é o seu grande sonho? E ela me respondeu: aposentar-se e eu falei com tristeza disso, aposentar não é sonho e ela então pergunta e você, COM MAIS DE 40 ANOS COMO PROFESSOR, qual é seu sonho? E eu respondi: sonho em me tornar educador; e ela não sei se riu de mim ou para mim – 40 anos de professor, quando vai ser isto, nunca!  E eu respondi – não sei quando vai ser mas eu sei que sou professor  e quando se der este sonho, mesmo que seja no final e Deus me falar – ÉS EDUCADOR, eu vou ficar feliz; digo sempre quero morrer em sala de aula. E em nossa escola quantas alegrias, quantos casos, no nosso Colégio Riachuelo. Quantos casos para contar de nossos alunos e de NOSSA ESCOLA: no prédio velho, na primeira sala na direita, no intervalo de recreio deixei o livro de chamada semiaberto e quando voltei ele  estava  aberto e com um bilhete: - CUIDADO!  VOCÊ ESTÁ SOB A MIRA DO SOMBRA; ATENÇÃO – O SOMBRA MORREU E VOCÊ ESTÁ AGORA SOB A MIRA    DO SOMBRINHA, SEU SOBRINHO. A mudança para o prédio novo e cada aluno, cada professor, no horário noturno de aulas, subindo o morro, carregando sua carteira, sua cadeira – quanta alegria. O caso de Dª Maria, servente no prédio novo que queria ser professora e Dª Ady deu todo apoio e ela agora aluna morrendo de medo da 1ª aula de estágio, numa Escola Municipal, na Rua Cantagalo, perto do Colégio e, a professora de didática, preparando para lhe dar confiança, em sua primeira aula: se deu assim, com muita coragem, cada criança, na sala de estágio, entregou á futura Professora Maria, uma rosa vermelha. (a Professora de didática, no Colégio Riachuelo, responsável por este êxito, faleceu pouco tempo depois, uma jovem professora). A Professora Maria me contou, depois disso, um dia varria a frente do Colégio e uma das crianças do estágio passou e disse: uai! Lá na minha escola a senhora é professora e aqui a senhora varri?  O Maurício Tizumba nosso aluno nos deu muito trabalho. - entreguei, a  ele, a pedido do cerimonial, uma placa e contei do nosso encontro no viaduto Santa Tereza, onde ele me disse que tinha acabado de voltar do Japão; após a entrega e depois de duas músicas do Tizumba, saímos a francesa, eu e Cátia. `Ganhei um trabalho artesanal, em garrafa, feito por uma de nossas alunas, Simone, com as figuras do colégio no prédio velho e no prédio novo. Colégio Riachuelo onde eu joguei meu coração aprendendo a ser professor. Obs. Na mesa e no salão do “TAMBOR” ( Casa  de Eventos do Tizumba) ,   vimos tantos alunos e professores que não lembráva-mos os nomes e soubemos de tantas  coisas e de notícias de muitos que já se foram e não  estão mais conosco.  Foi muito bom para mim, muito agradável o encontro, tive a oportunidade de apresentar muitas vezes, a Professora Cátia, minha filha. 


OBS:  logo após o encontro, na segunda-feira dia 07/12/ 2015, a aluna Lúcia Helena, que estava toda feliz no encontro veio a falecer, teve um infarto, aqui em Belo Horizonte.



TAMBOR - Belo Horizonte, dezembro de 2015.


Prof. Mário de Castro