sábado, 1 de junho de 2019


VIDAS CHEIAS DE CONDIÇÕES

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“Quais são os “ses” e os “mas” que limitam o meu prazer de viver” John Powell
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            O mundo não foi feito para ser como você, eu, ou qualquer outra pessoa gostaria que fosse. A Lei de Murphy, como a maioria dos chavões, (Lei de Gerson) contém uma boa dose de verdade. Mas, em vez de ser uma manifestação de ressentimento, ela poderá ser uma Estrela Guia que nos lembrará de que podemos viver com a realidade, com flexibilidade e serenidade, independente do que aconteça, nós podemos fazer as nossas escolhas. Serenidade é uma palavra que não se ouve muito hoje em dia, ela significa ter tranquilidade, calma e paz de espírito, no corpo e no coração. É preciso coragem para mudar as coisas que podemos mudar e, aí, estão as nossas grandes responsabilidades: a única coisa que podemos mudar somos nós mesmos. Diante disto é muito importante começar a ver que a vida é cheia de possibilidades e oportunidades que derrubam com facilidade os fardos, obrigações e armadilhas perigosas que a realidade nos trará, com certeza. A felicidade é uma escolha, está sempre ao nosso alcance, está dentro de cada um de nós. A nossa infelicidade não ajuda ninguém e nem transforma o mundo num lugar melhor. Leo Buscaglia escreveu: “o mundo é cheio de possibilidades e, enquanto elas existirem, haverá esperança”
              George Bernard Shaw escreveu a melhor conceituação de esperança que ficou famosa num discurso de Robert Kennedy: “algumas pessoas vêm as coisas como são e se perguntam ¨Por quê? ¨. Sonhei coisas que jamais aconteceram e perguntei ¨Por que não? ¨.”  A esperança é essencial, para nos mantermos vivos e quando acreditamos no nosso futuro, no futuro dos outros e do mundo fica fácil bater de frente com a realidade, o faremos cheios de coragem. O convívio diário no trabalho, em nossas casas, acabam nos envolvendo em muitos aspectos de vida mas, é preciso lembrar que há diferença enorme, em interessar-se e compartilhar, e, cada um de nós temos de controlar as nossas escolhas e nossos sentimentos.
Escolha a Felicidade: A Arte de viver Sem Restrições
Ray, Verônica – l0ª edição -2004
Editora Pensamento                                                          
             Mário de Castro




P.S. de Como Estrelas na Terra



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        Taare Zamen Car, um filme indiano é produzido e dirigido por Bradley Cooper, em Boliwood, a segunda maior Cidade de Cinema do mundo, na Índia.  Seu sucesso ao entrar na Europa o batiza Como Estrelas na Terra. O filme foi indicado ao Oscar de melhor ator e melhor diretor em 2009 e também ao Oscar, como melhor filme Internacional em 2016.

Do gênero infantil, uma comédia dramática dirigida  por Aamir Khan, também ator, no papel do Professor Nikumleh,  a  dislexia é o alvo da colocação no filme, como uma perturbação da aprendizagem; pode ser classificada como uma síndrome linguística, apesar da pessoa ter uma inteligência normal. Ajustar a forma de aprendizagem foi a forma que o professor encontrou de corresponder a necessidade do aluno. Vale a pena ver o filme.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018




COMO AS ESTRELAS NA TERRA

O que significa se importar com alguém ou algo? As pessoas definem isso de diversas formas, cada uma de acordo com aquilo que acham mais importantes. Importar-se com alguém não é apenas prover o que lhe é necessário para viver, mas também participar de sua vida, lhe ouvir, dar carinho e atenção. No filme “Como As Estrelas na Terra” o pai de um menino com dislexia e um professor mostra, um pai que acreditava que provendo financeiramente tudo para o filho demonstrava se importar com ele, e a resposta do professor é “importar-se é essencial, tem o poder de curar feridas – um bálsamo para a dor quando a gente se sente querido. Um abraço, um beijo, dizer 'filho eu te amo. Tem medo? Estou aqui; se cair ou falhar, eu estou a seu lado.' Dar segurança, carinho. Importar-se é isso, não é? Francisco Bandeira da Costa Neto
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O filme Como As  Estrela na Terra conta a história de um garoto de oito anos chamado Ishaan Mandkishore Awasthi. Ele mora com os pais e o irmão. No decorrer de sua infância, enfrenta inúmeros problemas, pois as pessoas que o cercam o vêem como indisciplinado e insociável. Ninguém consegue entender como seu irmão consegue destacar-se em inúmeras disciplinas e ele repetidamente cursando o 3° ano.
Em casa e na escola, este garoto não consegue satisfazer as exigências a ele impostas. Uma simples leitura pode ser um enorme desafio para ele. Escrever também é muito difícil, enxerga as letras “dançando” no papel e não consegue organizá-las de modo a formar um léxico e, consequentemente, decifrá-las. O pior é que ele não tem o acompanhamento necessário e é colocado ao ritmo normal de ensino das outras crianças e forçado a adaptar-se.
A verdade é que Ishaan tem um problema neurológico chamado “dislexia”, que causa dificuldades na escrita, leitura e soletração, porém somente após sua ida a um internato que se é detectado. O diagnóstico vem através do professor de Artes Ram Shankar Nikumbh que demonstra ter interesse de cuidar do aprendizado do pequeno aluno. Fala aos pais de Ishaan sobre “dislexia” e explica-os que o motivo do mau comportamento do garoto é devido à maneira de como ele comumente é tratado ocasionando agressividade e diminuindo a autoconfiança.
Após uma série de esforços do professor Nikumbh, Ishaan começa a recuperar sua auto-estima e percebe que sua diferença não o torna incapaz de fazer tudo que seus colegas fazem. Pelo contrário, sua inteligência é exposta aos olhos de quem o recriminava. O garoto começa a se destacar em todas as disciplinas e, principalmente, retorna à vida de criança tornando-se um orgulho para a família.
O filme Como As Estrela na Terra deve ser visto por todos aqueles que pretendem seguir – ou seguem – a carreira docente. O professor está sujeito a situações diversas, e a dislexia não pode ser um problema a interferir na vida estudantil de uma criança. Cabe ao professor assegurar o aprendizado de todos seus alunos, sem exceções, mesmo àqueles que forem considerados diferentes.

Com a colaboração de Christian Roberson e Marco Parizi
 Mário de Castro



segunda-feira, 8 de outubro de 2018



            MÉDICO DE HOMENS E DE ALMAS
                                            A história de São Lucas                    Taylor Caldwell
                                                                                        

    Fatos e coisas que talvez, só Lucas – Lucano, o Grego – médico e evangelista viveu e contou.
     Pérolas, somente pérolas da Segunda e Terceira parte do livro.

 “Seguramente Deus escolhe seus servos ao nascerem, ou talvez antes mesmo do nascimento” Epicteto

           
                               
Lucas, o único apóstolo, que não era judeu, era grego, jamais viu Cristo, tudo de seu Evangelho foi adquirido através de pesquisas, ouvindo testemunhas, a mãe de Cristo, discípulos e apóstolos. Sua primeira visita a Israel teve lugar quase um ano após a Crucificação.

Catando Pérolas, apenas algumas, ...

“... os astrônomos egípcios lhe haviam falado naquela Estrela. Era apenas uma Nova. De início, pensaram tratar-se de um meteoro. Lucano recordou a profunda emoção que sentira no coração ao Vê-la, a segurança apaixonada e sem nome que se instalara em seu âmago, a intensa alegria. Lucano viu a Estrela Luminosa -Estrela Guia-  aos cinco anos. Roma já alcançara os setecentos anos de idade e era velha, agora já tendo cometido inúmeros pecados. Nas latrinas espirituais os homens tinham abandonado sua fé e seu caráter.”  O sinal da Estrela Luminosa era uma advertência aos jovens para que não esquecesse de seu Criador.

“...jamais me esqueci de Deus. Ele perseguiu minha vida, até alguns anos atrás, quando, de súbito se afastou de mim... sinto falta de meu Velho Adversário mas Keptah me disse que Deus jamais abandona os homens; pois eu te digo que a mim Ele deixou. Há um grande silêncio onde outrora Ele estava.”

“... acho os judeus muito interessantes. Atualmente, toda Judéia ressoa com o nome de um mestre judeu, um Jesus de Nazaré. Os oficiais foram convidados a jantar com Herodes Antipas, que é homem cauteloso, e que parece, a esta altura andar muito preocupado; ele bebeu mais do que nós e depois se debulhou em lágrimas e falou de um João que tinha mandado matar, que agitava o povo. Um rabi judeu, obscuro, iletrado, miserável. Seria ele o Deus Desconhecido?".

“Sara escreve à Lucano: ... antes de ficar confinada ao leito eu vi Aquele que estás procurando, misturei-me com as multidões pelas ruas e toquei-Lhe as vestes. Ele voltou-se e sorriu-me compassivamente, dizendo me que não desanimasse, que minhas preces já tinham sido ouvidas“.

Prisco, irmão de Lucano, lhe deixa uma carta: “... Jesus de Nazaré, o Mestre judeu mendicante, cuja influência crescia na Judéia conta: ‘na verdade havia um mendigo que eu conhecia de vista e que era cego de nascença e em certa ocasião dei lhe esmolas. ...um dia o encontrei rodeado de muita gente excitada, e seus olhos estavam abertos e ele enxergava:  - O Filho de Deus abriu-me os olhos quando eu Lhe implorei que o fizesse’”. Bartimeu, cego de Jericó.

Ele vinha com frequência àquela cidade onde o povo é povo, é pobre e vive oprimido pelos romanos e desprezados pelos eruditos: “... Ele se aproximou das portas de Naim, e um homem morto, o único filho de uma viúva, ia sendo levado para fora. O Senhor, vendo-a teve compaixão dela, pois a mulher chorava desconsoladamente, e depois de um longo e carinhoso olhar para a mãe, Ele dirigiu-Se à padiola e fixou os olhos nos que a carregavam, e estes imediatamente ficaram imóveis. Ele levantou Sua Mão e disse ao filho morto: - ‘jovem, levanta-te, eu te digo’”
Lucano pôs a carta de lado, e de novo sentiu a pesada náusea do coração e a depressão, o imenso repúdio. Ele como médico, acreditava saber o que acontecera à Ramo: o homem vira o que desejava ver, era muito simples. Mas, o jovem que se erguera, o que estava “morto”? Também aquilo era simples demais, o homem sofrera um ataque de catalepsia. “Eu tenho muitas explicações, Lucano começou a pensar: preciso sempre raciocinar, preciso sempre afobar-me para explicar as coisas à luz da razão? Que me trouxe a razão a não ser desgosto? Entretanto, tudo quanto não é lógico me parece revoltante, infantil, mesmo profano, e, sem saber por que, começou a chorar.”

O ruído da cidadezinha penetrava naquela pobre e miserável rua. Maria vivia agora em Nazaré, e até então, devia ter quarenta e oito anos de idade: “- Sou Lucano, médico grego, Senhora, murmurou ele:  - vim de longe para ver-te pois amo e sirvo teu Filho, embora nunca O tenha visto, a não ser em meus sonhos.”

Somente para Lucas, Maria revelou o Magnificat, Cântico de Maria, que contém as mais nobres palavras de qualquer literatura.  Lucas ouviu a mãe de Cristo, por duas vezes consecutivas, em Nazaré, e então escreve seu eloquente Evangelho.


PS.
- Saulo de Tarso ou Gaio Júlio Paulo, depois Paulo de Tarso, e Lucano, o médico grego,   depois Lucas, nenhum dos dois vira o Messias em carne, pessoalmente.
- Lucas, é autor de um dos Evangelhos e de Atos. Lendas antigas o descrevem como uma pessoa fora do comum, a quem são atribuídos milagres e prodígios antes mesmo de sua conversão ao Cristianismo.
- Este livro levou quarenta e seis anos para ser escrito.

  Caldwell, Taylor, 1900-1985
Médico de homens e de almas / Taylor Caldwell; tradução
de Aydano Arruda. – 58ª ed.- Rio de Janeiro: Record, 2015
                                                                                                                                                                                  Mário de Castro
                                                                                                                                                                                  Setembro de 2018

quinta-feira, 30 de agosto de 2018


J   U   V   E   N   T   U   D   E
Cátia Regina de Castro
     
Secretamente, 
eu vou te conhecendo,
te amando.
É impossível adivinhar o que se passa na sua mente,
mas juro,
gostaria de saber.
Você é coberto de grandes mistérios,
que só o mais sábio da humanidade
pode desvendar.
Tento te conhecer mais profundamente,
mas,
teu caminho é difícil de trilhar.
Você me descobre,
mas eu não consigo te encontrar.
Somos como dois corpos,
Iguais,
mas distintos.
Um face a face com o outro,
buscando, 
Aprendendo a conhecer.
Você sou eu diante do espelho.
Imagem de fraqueza e força,
Tristeza e alegria,
JUVENTUDE,
estadia.

Primavera de 1986. Cátia Regina, Professora, é filha do Professor Mário de Castro
                                                                                


quarta-feira, 25 de julho de 2018


LÍDER-COACH, líderes criando líderes
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Líderes não são natos. Na cultura empresarial, o ser humano pode e deve ser desenvolvido e para isso acontecer deve haver um treinamento estruturado para o desenvolvimento das competências necessárias.

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“Líderes criando Líderes “


De acordo com as novas   descobertas do funcionamento cerebral, as teorias Pós-Modernas aparecem com uma nova linguagem de que o ser humano é o agente de transformação e de poder de sua vida. Muitas vezes as pessoas não conseguiam ser mais do que elas eram, não por problemas emocionais, mas por falta de aprendizado e por não terem tido alguém que as ensinassem outros modelos de comportamento. As pessoas tem um poder interno DESLUMBRANTE que dependendo da abordagem utilizada pode ser abafado ou desenvolvido. Todo ser humano é agente de sua vitória ou de sua queda; ele é a causa e não a vítima das circunstâncias.


O MAIS FASCINANTE: pequenos ajustes, aprendizados e hábitos farão de qualquer pessoa um talento capaz de escrever e rescrever a história de sua vida do jeito que ela quiser. O bom líder pode ser desenvolvido, depende de saber o que desenvolver: LÍDERES NÃO SÃO NATOS.

Na cultura empresarial, o ser humano pode e deve ser desenvolvido e para isso acontecer deve haver um treinamento estruturado para o desenvolvimento das competências necessárias. É ainda tímido, são ainda, no mundo, muito poucos os LÍDERES DESENVOLVENDO LÍDERES. Um gerente de projetos não gerencia projetos, gerencia pessoas que fazem os projetos. Jack Wel aconselha:” MUDE ANTES QUE VOCÊ PRECISE“. Lembre-se: máquinas produzem cegamente e homens são agentes de MELHORIAS.  A auto estima da pessoa aumenta à medida que ela é desafiada a aprender e conquistar metas maiores e com os resultados aumenta a confiança em suas próprias capacidades.

Pesquisas demonstram que uma das principais fontes de satisfação do ser humano está relacionada com sua capacidade de superar desafios. Numa visão de Educação Corporativa é preciso termos não somente um líder mas um LÍDER-COACH (que é o parceiro   estratégico de sua equipe), que está à frente de seus COACHEES (liderados para quem o ideal é a meta alcançada, a visão que a pessoa tem para o seu futuro de curto, médio e longo prazo. O ideal torna-se a força motora que motiva a pessoa a se desenvolver e a continuar indo em frente, mesmo quando as diversidades aumentam. O resultado desta interação de liderança não é só o aconselhamento mas também a contribuição para a busca de respostas, isto é COACHING:  Líder e liderados num processo de interação humana.
                                     
AUTOR PRINCIPAL Di Stéfano, Rhandy      
TÍTULO PRINCIPAL O líder-coach; líderes criando líderes / Randy Di Stéfano 
 PUBLICAÇÃO Rio de Janeiro, RJ; Qualitymark, 2005.


Mário de Castro


P.S.: No segundo semestre de 2016 quando resenhamos LIDER-COACH - Líderes criando Líderes, os pedidos de empréstimos do livro “choveram” e como só tínhamos, na Biblioteca dos Correios de Minas Gerais, dois exemplares do livro, foram comprados mais dois exemplares para que tivéssemos condições de atender os pedidos; além dos muitos empréstimos em Minas Gerais, fomos privilegiados com pedidos de várias outras   Diretorias de Correios no país. Ler a resenha, ou reler, é ótima oportunidade de conhecer esse livro, seja bem-vindo.

sábado, 21 de abril de 2018


A REVOLTA DE ATLAS

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 [...Atlas mostra que tudo isso é ABSOLUTO: a verdade, a realidade, o certo, toda existência, todo bem, o errado, a própria vida humana e muitas vezes a mentira (verdadeira). O errado guarda respeito pela verdade. No entanto os do MEIO (nem um lado nem outro), são os que fogem às responsabilidades, os MAUS, os CALHORDAS que silenciam diante da verdade.] Obra em três volumes.


          QUEM É JOHN GALT é a pergunta que é feita a todo momento, durante toda a obra e, é com esta pergunta que fica conhecida, inicialmente a obra de AYN RAND e que a faz ficar conhecida como uma das obras mais influentes dos Estados Unidos, pela Biblioteca do Congresso americano. A obra mostra uma característica especial dos Estados Unidos, em uma época, e onde o forte de todo o transporte é ferroviário que é totalmente administração privada, em mãos de mãos de empresários particulares e muito fortes economicamente. Toda riqueza do país é transportada por ferrovias que cortam todo o país; são linhas férreas chamadas APARELHO CIRCULATÓRIO DA NAÇÃO – trens com circuito vivo de sangue levando desenvolvimento e riquezas aos lugares mais remotos.
          Há uma visão muito clara, pelo autor, da verdadeira formação democrática dos Estados Unidos: O ÚNICO PAÍS DO MUNDO cuja riqueza não foi acumulada pelo saque, mas sim pela produção, não pela força mas pelo COMÉRCIO. O desenvolvimento industrial do país se torna o grande sustentáculo do sistema ferroviário, minas e auto-fornos são as grandes riquezas, produtoras de pontes e de trilhos, onde a força do transporte ferroviário enfrenta com ganho o transporte fluvial.
          A grande revolução e mudança de comportamento dos grandes industriais e da classe trabalhadora se inicia com a descoberta, o surgimento, de um novo produto, um novo trilho: mais resistente, mais leve e melhores preços – O AÇO.
        Toda ganância e o uso do poder, por um grupo de homens vai se apropriando de todas as indústrias, de todos os bens, destruindo valores e modificando princípios morais e humanos. Este homem, surgido da ganância e do poder se esquiva a julgar, não concorda e nem discorda e afirma não haver coisas absolutas, esquivando assim de toda e qualquer responsabilidade. Toda realidade é absoluta, a existência é absoluta e a vida humana é absoluta. Há sempre dois lados em questão na nossa vida: um certo e outro errado, mas o meio (em cima do muro, sem opinião) é sempre mau; o errado guarda respeito pela verdade, mas o do meio é um calhorda que silencia a verdade – é o produto desse novo poder, de homens que consideram a corrupção como humana e não a virtude, como se “sentir” fosse humano mas pensar não fosse e como se fosse própria do homem a premissa da morte, e não a premissa da vida. É um poder ganancioso “só pra si” que querem privar da honra e em seguida da riqueza, homens empreendedores que com seus lucros tornam viável todo e qualquer novo empreendimento; um poder em que humano é fraqueza, estupidez, vadiagem, mentira, fracasso, covardia e fraude, exilando da espécie humana o herói, o pensador, o produtor e o inventor; este um dos últimos da história da humanidade e que será o primeiro a desaparecer no processo infra-humano que pergunta “POR QUE?” no universo e não permite que nada se interponha entre essa resposta e sua mente.
          Quem é John Galt? A pergunta que não quer calar em toda obra mostrando que toda nação, todo um poder econômico que tira a propriedade coletiva de produção, corta, caça agressivamente a propriedade coletiva da mente; é uma sociedade, onde homens assim não são capazes de ver com clareza que sacrifício não é rejeitar o que não tem valor e sim o que é precioso, que não é rejeitar o mal em prol do bem, mas sim o bem em prol do mal, que não é abrir mão do que se dá valor em prol do que não se dá valor. Dar o que não vai fazer falta não é sacrifício: havendo falta, dificuldade, catástrofe surgem então as verdadeiras virtudes do sacrifício. O BEM É DEUS, UM SER CUJA ÚNICA DEFINIÇÃO É ESTAR ALÉM DO PODER DE CONCEPÇÃO DO HOMEM. 
Rand,Ayn,1905-1982
A revolta de Atlas/Ayn Rand[tradução de Paulo H.Brito-SP]RJ:sextante 2010.
Mário Castro

PS.  O projeto Textos e Resenhas nasceu da vontade de Lúcia Clarinda de que a biblioteca dos Correios em MG tivesse disponível para todos os empregados, resenhas de seus melhores livros e também de   livros mais lidos no mercado. A Revolta de Atlas, obra em três volumes, foi lida inicialmente por Lúcia Clarinda e pelo instrutor Joucerly – nosso saudoso Jô- Entusiasmados com a leitura do 1° volume - Lucinha e Jô -, Lucinha nos convida a ler a obra e resenha-la. Devorei os três livros e começou aí no CECOR MG – Centro de Educação Corporativa dos correios em Minas Gerais nosso trabalho de resenhar os melhores livros, e alguns dos livros mais lidos e vendidos, e isso nos levou também a escrever vários textos. Resenhas e Textos foi feito por mais de cinco anos com o aval inicial de Lúcia Clarinda e com o acompanhamento Técnico e literário inicial de nossa então chefe Adriany Azevedo.