MOCAMBEIRO
MOCAMBO:
terra de devaneio
Ficastes
famosa por sua bondade
Em acolher
com carinho em teu seio
Seres
cansados, sem ter liberdade.
Quando o
negro escravo fugia
Das torturas
e procurava o escambo,
Em direção a
ti o negro corria
De braços
abertos saudando-te
Oh! Bravo
mocambo.
Hoje em dia
já figuras na história
Te representa
o fiel Mocambeiro
Depois da
triunfante vitória,
Sou eu que
te peço favor derradeiro.
Mocambeiro,
tu parte sereno,
Deixando a
solidão e saudade,
Eu
pobremente intervenho
Solitário
clamo a sua vaidade.
Mocambeiro!
Tu levas metade do meu eu.
Por que não
me escutas?
Tu roubas o
que é meu.
(De MCASTRO)
... Está
sim, num verão noturno de 1962, é um pedaço saudoso do lidos e vividos.
Parabéns tio, texto que nos faz refletir muito o que o nosso povo passou durante anos.
ResponderExcluirProfessor Mário! Quanta profundidade em tão simples versos! Parabéns e muito obrigada por nos brindar com essa pérola sobre o Mocambeiro.
ResponderExcluirMensagem de Viviane Alves Queiroga
ResponderExcluirProfessor, belo poema! Saudades!
ResponderExcluirOlá, Mario!
ResponderExcluirO professor está sempre nos presenteando com suas histórias e sábias palavras, agora em versos. Parabéns!!!
Mocambeiro, local de refúgio onde o negro se escondia e descansava da lida diária. Onde o escravo fazia sua casa, seu porto seguro.
ResponderExcluirQuantas vezes ouvi minha mãe contar a estória deste poema. Ela, musa do autor, deu origem ao lamento de um apaixonado, meu pai. Os versos contam como o Mocambeiro, linha de ônibus que ela utilizava para ir para casa, a separava dele.
Bonito, né? Eu acho! Pricipalmente porque diz respeito à minha família.
Ai ai...
Belo texto. Retrata a cicatriz que muitos países possuem dessa era deplorável da desolação humana. Um bom exemplo dessa época eu conheci em uma visita que fiz a Minas Novas e fotografei algumas igrejas da cidade em questão. A segregação pela religião também era muito percebida. Havia a igreja dos homens brancos, a dos homens pardos e a dos homens negros. Creio que ambas ficam na mesma ladeira. E foram erigidas em ordem de importância. Sendo assim as igrejas mais no alto da ladeira eram as dos homens brancos. E as mais no meio ou ao pé da ladeira dos pardos e negros. Estes últimos eram sempre nó pé da ladeira para demonstrar onde os negros deveriam se manter. Assim me explicou o sacristão. Um texto incrível. Belas palavras. (Cláudio Mendes da Silva.)
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