segunda-feira, 21 de abril de 2025

 

BRISA NOTURNA

Num verão do século 20, por volta de 1955 escrevi Brisa Noturna, e na clarividência do século 21 e do 3º Milênio, a publico agora, no meu Blog. Um historiar em versos de um passar de vida, uma lembrança de uma rude mulher que me esperava toda noite com a janela aberta e luz de lamparina, numa casa simples no final do morro, fizesse calor, fizesse frio, me esperava, rude e valente mulher, Noeme de Campos Castro, com orgulho, minha saudosa mãe.


 

BRISA NOTURNA

Contemplando a vila adormecida

eu desço o morro

Sozinho e sem guarida,

triste e solitário.

Sem amor e sem ternura,

Desço chorando baixinho

a minha desventura.

 

Depois que a noite já vai longe,

tenho medo da escuridão

que à tudo abrange.

Mesmo amedrontado,

Sem sentido e acovardado

encontro a brisa que acaricia-me

com seu belo véu orvalhado.

 

Oh, Brisa Noturna

Cheia de doçura,

Vós sois a minha companheira

a que me enche de ternura.

e

Em sua amargura

Oh Brisa Noturna!

Vós sois uma bela

E meiga virgem pura.

Descendo o morro

Com minha solidão

Eu te encontro oh Brisa!

Fiel e doce filha do criador

Que jamais deixou-me

Sozinho em meu grande amargor.

 

Mário de Castro

8 comentários:

  1. Ah meu Deus. Que coisa mais linda. Vc devia ser devia ser pouco mais que uma criança, no máximo um adolescente quando escreveu essa poesia. Já nasceu sábio esse meu amigo.

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  2. Que beleza ! A gente percebe que saiu da alma .,Quanta sensibilidade , meu amigo! Parabéns!

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  3. Lembranças de um passado que ajudou a moldar o caráter! São peças que montam o quebra-cabeça da vida...

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  4. Parabéns meu amado e querido mestre Sr.Mario de Castro, as palavras bem aplicadas nestes versos nos faz relembrar a nossa adolescência infantil em querer pecorrer vielas escuras e sombrias para disperta em nossa alma o medo. Jóia lllllll

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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