BRISA NOTURNA
Num verão do século 20, por volta de 1955 escrevi Brisa Noturna, e na clarividência do século 21 e do 3º Milênio, a publico agora, no meu Blog. Um historiar em versos de um passar de vida, uma lembrança de uma rude mulher que me esperava toda noite com a janela aberta e luz de lamparina, numa casa simples no final do morro, fizesse calor, fizesse frio, me esperava, rude e valente mulher, Noeme de Campos Castro, com orgulho, minha saudosa mãe.
BRISA NOTURNA
Contemplando a vila adormecida
eu desço o morro
Sozinho e sem guarida,
triste e solitário.
Sem amor e sem ternura,
Desço chorando baixinho
a minha desventura.
Depois que a noite já vai longe,
tenho medo da escuridão
que à tudo abrange.
Mesmo amedrontado,
Sem sentido e acovardado
encontro a brisa que acaricia-me
com seu belo véu orvalhado.
Oh, Brisa Noturna
Cheia de doçura,
Vós sois a minha companheira
a que me enche de ternura.
e
Em sua amargura
Oh Brisa Noturna!
Vós sois uma bela
E meiga virgem pura.
Descendo o morro
Com minha solidão
Eu te encontro oh Brisa!
Fiel e doce filha do criador
Que jamais deixou-me
Sozinho em meu grande amargor.
Mário de Castro

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ResponderExcluirMuito bom
ResponderExcluirLindos versos!
ResponderExcluirAh meu Deus. Que coisa mais linda. Vc devia ser devia ser pouco mais que uma criança, no máximo um adolescente quando escreveu essa poesia. Já nasceu sábio esse meu amigo.
ResponderExcluirQue beleza ! A gente percebe que saiu da alma .,Quanta sensibilidade , meu amigo! Parabéns!
ResponderExcluirLembranças de um passado que ajudou a moldar o caráter! São peças que montam o quebra-cabeça da vida...
ResponderExcluirParabéns meu amado e querido mestre Sr.Mario de Castro, as palavras bem aplicadas nestes versos nos faz relembrar a nossa adolescência infantil em querer pecorrer vielas escuras e sombrias para disperta em nossa alma o medo. Jóia lllllll
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