quarta-feira, 7 de julho de 2021

 

Tempo de Doar

 

Em pleno século 21 do Terceiro Milênio o ato de Doar continua como uma ação de usar a lógica, a razão, o Hemisfério Esquerdo da nossa mente. Doar é partir, compartilhar o que temos com nosso semelhante, mesmo o pouco que tivermos. Já é tempo, passou da hora de ir além da razão para doarmos, é preciso usar o Hemisfério Direito de nossa mente, colocar sentimento, há de se querer, querer é poder, ter coragem, é jogar seu coração, é colocar afeto, amor no ato de Doar.

 

DOAR: COMO CADA UM DE NÓS PODE MUDAR O MUNDO

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No século XXI a educação é a suprema doação de habilidades. Quase todo mundo é capaz de ser instrutor de leitura, orientar um jovem que tenta descobrir seu caminho na vida, ajudá-lo na oportunidade de refazer sua vida. Oseola McCarty soube ajudar, você também saberá.

 

         No mundo moderno, muitos dos problemas que atormentam nações ricas e pobres não podem ser tratados devidamente sem se adotar medidas governamentais mais esclarecidas, com administração pública mais competente e honesta e graças ao trabalho de cidadãos comuns que se reúnem para promover o bem público. O ex-presidente norte americano procura mostrar em sua obra, independente de renda, tempo, idade e habilidades o que todos nós podemos fazer para sermos doadores. Desde o Chess-in-the-school, em 109 escolas com 27 mil alunos, jogando xadrez em escola primária (há quase 100 escolas na lista de espera), e também a história extraordinária de Oseola McCarty, que durante toda sua vida de trabalho, poupa em um Banco seu ganhame de lavar e passar roupa para fora, vivendo modestamente, sem carro e aos 87 anos ainda caminhando mais de1,5 quilômetro até o armazém para compra de comida; no final de 1994 ela resolveu doar 60% das suas economias para estudantes e o restante para sua igreja e parentes; (Oseola foi recebida e homenageada na Casa Branca, pelo Presidente) A purificação de água para crianças africanas por meio de um produto da Procter & Gamble é uma doação de coisas extraordinária. Nem todos os doadores de habilidades são ricos ou de grandes organizações. Diane Stevens, uma americana dona de salão de beleza faz um trabalho extraordinário com mulheres em Serra Leoa. Assim como Diane, Carlos Slim, um dos homens mais ricos do mundo, doando habilidades, está fortemente presente nas atividades esportivas e no compromisso dos jovens mexicanos, não só nos esportes, mas na saúde, do povo mexicano, com hospitais, cirurgias e implantes de órgãos dentro e fora do país.

          Um ótimo exemplo é Doações que continuam a Doar da Heifer International de Dan West que começa a doar vacas e você recebedor é obrigado a doar a primeira cria e assim por diante. Com o ritual de 'Passa Adiante o Presente' a instituição ajudou mais de 45 milhões de pessoas em 128 países. A Heifer hoje não só “doa para doar” vacas, mas também cabras, carneiros, perus, porcos, elefantes, peixes, cavalos, mulas, etc.

          



         Grande parte da cultura moderna é formada por histórias de frivolidades e autodestruição e a maior parte da política atual não se diferencia em políticas honestas, e sim em ataques pessoais. Uma mídia moderna, em sua maioria, dominada por pessoas que ganham fortunas degradando, definindo, explorando os sentimentos das pessoas. Quem é mais feliz? Os que constroem ou os que destroem? Os que doam ou os que tomam? Aqui, ali, lá fora existe um mundo inteiro que precisa de você. Velhos, jovens, meia-idade, que ganham pouco e muito, de várias maneiras podem doar. Qualquer doação o fará sempre feliz.

         Para esta participação corporativa de um mundo globalizado, que é compartilhar, enquanto empresa pública, A ECT já tem bons ensaios na rede social, inícios, e já trabalhos fortes de logística como soube demonstrar nas doações, ao país em 2010. Seminário, palestras, pesquisas sobre rede social chega em bom momento.

 

Doar: como cada um de nós pode mudar o mundo/fevereiro 2012

Bill Clinton; Rio de Janeiro Agir 2008

Mário Castro

 

sábado, 22 de fevereiro de 2020


POEMAS   PARA   REZAR

Michel Quoist

Com as luzes praticamente acesas do 3° Milênio e do século 21, por volta da segunda metade da década de 90, as escolas, as empresas, começavam a usar a figura de contos nos cursos de treinamento e desenvolvimento, como ferramentas de aprendizagem. Dos correios em Minas Gerais, como instrutores que éramos, fomos eu e Neuza Viana Nascimento Silva fazermos um curso de contar contos. Num atelier em Belo Horizonte - Contando Contos -  fizemos o curso e no trabalho de conclusão fiz uma adaptação do poema Oração do Sacerdote de Michel Quoist, como conto, que agora tenho o prazer de compartilhar.    



(Numa tarde de domingo)


Esta tarde, Senhor, estou sozinho.
Na igreja, pouco a pouco, os ruídos se calaram,
Foi-se embora toda gente,
Passo a passo,Sozinho.
Cruzei com gente que voltava de um passeio.
Passei pelo Cinema: vomitava uma pequena
       multidão.
Vaguei ao longo de terraços de cafés onde,
       cansados, os passeadores,
Tudo faziam para esticar um pouco mais
A alegria de viver de um domingo de festa.
Esbarrei nos guris que jogavam bola na calçada,
Os garotos, Senhor,

Os filhos dos outros, que não serão nunca os meus.
E aqui estou, Senhor,
Sozinho.
O silêncio me dói
A solidão me oprime.
Tenho 50 anos, Senhor,
Um corpo feito como outros corpos.
Braços moços para o trabalho,
Um coração reservado para o amor,
Mas tudo isto Ti dei.
É verdade que de tudo precisavas,
Tudo Ti dei, mas é duro, Senhor,
É duro dar o próprio corpo: ele queria dar-se a outros.
É duro amar toda gente e não possuir ninguém.
É duro apertar uma mão e não poder retê-la.
É duro fazer que brote uma afeição, mas para dá-la a Ti.
É duro nada ser para si mesmo, a fim de ser tudo para eles,
É duro ser como os outros, entre os outros e ser um outro!
É duro dar sem cessar, sem procurar receber.
É duro ir ao encontro dos outros, sem que jamais alguém
Venha ao nosso encontro.
É duro sofrer os pecados dos outros, sem poder recusar
Acolhê-los e carregá-los.
É duro receber os segredos, sem poder compartilhá-los.
É duro arrastar os outros sem cessar e nunca poder
Um instante sequer, deixar-se arrastar pelos outros.
É duro sustentar os fracos sem poder apoiar-se sobre um forte.
É duro estar sozinho.
Sozinho diante de todos
Sozinho diante do sofrimento,
Do pecado, da morte.


   Não estás só, meu filho,
   Estou contigo,
   Eu Sou tu.                
   Eu precisava, na verdade, de uma 
   humanidade a mais para
   Continuar Minha Encarnação e Minha 
   Redenção.
   Desde toda a eternidade, Eu ti escolhi.
   Eu preciso de ti.
   Preciso de tuas mãos para continuar a 
   abençoar,
   Preciso de teus lábios para continuar a 
   falar,
   Preciso de teu corpo para continuar a sofrer,
   Preciso de teu coração para continuar a amar,
   Preciso de ti para continuar a salvar,
   Fica Comigo, meu filho.


 Senhor, eis me aqui:
Eis meu corpo,
Eis meu coração,
Eis minha alma.
Faze-me bastante grande para atingir o mundo,
Bastante forte para carregá-lo.
Bastante puro para abraçá-lo, sem querer guardá-lo.
Faze que eu seja um ponto de encontro, sim,
Mas ponto de passagem.
Caminho que não prende para si próprio, por que nele
Não há nada de humano a encontrar, nada que não conduza a Ti.
Esta tarde, Senhor, enquanto tudo em volta silencia, dentro
Do meu coração sinto morder duramente a solidão.
Enquanto meu coração uiva longamente sua fome de prazer,
Enquanto os homens devoram-me a alma e eu me sinto impotente para saciá-los,
Enquanto sobre meus ombros pesa o mundo inteiro,
Com todo seu peso de miséria e de pecado,
Eu Ti repito o meu SIM, não às gargalhadas, mas lentamente, lucidamente,
Humildemente,
Sozinho, Senhor, sob Teu olhar.




Mário de Castro – Verão de 2020

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

A NECESSIDADE EXISTENCIAL DA MUDANÇA NA MEIA-IDADE

Fazer um “pari-passu” em nossas vidas, em nossa meia-idade, é refletir de que a liberdade é a ausência de limitações e é quando se dá a fase mais propícia ao desenvolvimento interior. 

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 Texto adaptado da Havard Business Review com tradução de Carlo Strenger e Arie Ruttenberg Numa tese publicada em 1965, Elliott Jacques - psicanalista e consultor organizacional canadense, então com 48 anos e relativamente desconhecido - cunhou o termo "crise da meia·idade". Jacques sustentava que nesse período o homem fica frente a frente com suas limitações, suas possibilidades restritas e sua mortalidade. No entanto, após a publicação dessa tese, o próprio psicanalista tornou-se um exemplo de como é possível ter uma segunda vida. Ele escreveu doze livros, casou-se e teve algumas de suas idéias mais originais em fins da década de 1990, quando saía da casa dos 70 e entrava na dos 80 anos. A reação das pessoas à vida de Jacques tende a ser de estupefação. "Como alguém pode se manter produtivo por tanto tempo?". O conceito de idade das pessoas está terrivelmente desvinculado da realidade. Hoje, a expectativa de vida no mundo ocidental é de cerca de 80 anos e segue subindo. Com o aumento da expectativa de vida, a mudança da meia-idade passaria a ser uma necessidade existencial para muitos trabalhadores. Mas, apesar da necessidade e da frequência dessa mudança, a meia-idade (a grosso modo, dos 43 aos 62 anos), continua a ser um período muito difícil - e para o qual as pessoas estão em geral, despreparadíssimas. Dois mitos contrastantes permeiam os temores de muita gente sobre a meia-idade, impedindo uma mudança triunfal nessa fase. O primeiro, mito da meia-idade, como início do declínio, tem raízes em noções historicamente ultrapassadas. A ideia de que a meia-idade marca o início do declínio e a de que aceitar limitações crescentes é a única maneira madura de encarar o envelhecimento, ainda são tidas pela maioria como bom senso. Só que o bom senso pode estar sendo superestimado. A meia idade é fascinante por ser um momento no qual a pessoa tem a oportunidade de reexaminar até suas noções mais básicas. Não nos entendam mal: de jeito nenhum queremos subestimar os problemas objetivos surgidos com a meia-idade, tais como limitações físicas. O que queremos dizer é que, enquanto esses problemas viraram o foco de discussões sem fim, as vantagens conquistadas por muitos na meia-idade mal são mencionadas. Nossa tese é que, para um número cada vez maior de gente, a meia-idade pode ser um período de oportunidades inéditas de crescimento interior. É por isso tudo que, a nosso ver, o indivíduo tem mais liberdade na meia-idade do que em qualquer outro momento da vida. Não esperamos que essa ideia seja aceita sem resistência - resistência cuja fonte mais forte é a crença generalizada de que liberdade é ausência de limitações e existência de possibilidades quase ilimitadas. À luz dessa definição, a meia-idade não soa nada animadora. Contudo, acreditamos que a pessoa na meia-idade deixou de ser consumida pelo temor de não ser boa em nada, ou pela necessidade de provar que é boa em tudo - e ganhou uma liberdade que só o autoconhecimento pode dar. O segundo mito é a noção da meia-idade como transformação mágica. O mito tenta vender a ilusão de que a pessoa com suficiente visão e força de vontade pode se tornar naquilo que quiser. Um problema é que o mito da transformação mágica contradiz a ciência. o cérebro humano é composto de bilhões de neurônios conectados entre si por uma miríade de vias. Para alterar um padrão básico de pensar, sentir e agir é preciso que bilhões de novas conexões sejam formadas. No caminho da transformação, mesmo os seres com visão e força de vontade, são também de carne e osso: sentem medo, ficam confusos, fazem tentativas e erram. Não existe transformação mágica. Para se livrar da ilusão da onipotência é preciso se concentrar no vínculo entre suas habilidades e suas aspirações, distinguindo o sonho da fantasia. Por exemplo, um executivo com 50 anos que deseja começar a tocar piano e tem como meta ser um pianista com reconhecimento internacional, pode até não virar um pianista profissional, mas poderia ser gerente de uma orquestra, de acordo com suas experiências e habilidades. A geração do pós guerra está envelhecendo, mas seu trabalho está longe de ser concluído. Muita gente pode antever e desfrutar uma segunda vida, se não uma segunda carreira. A tarefa em mãos não é, contudo, tão fácil como promete a cultura da auto-ajuda, com seu "querer é poder". A verdadeira transformação na meia idade não reside em nós, esperando para sair do casulo como a borboleta. A auto-realização é uma obra de arte. Para chegar lá é preciso esforço, energia, habilidade. Por sorte, O ímpeto vital não se extingue aos 65 anos de idade. Aliás, não há fase mais propícia ao crescimento e ao desenvolvimento interior do que a meia-idade, quando muitos aprendem a ouvir seu eu mais íntimo - o primeiro, e indispensável, passo na jornada da realização pessoal.

Mário de Castro 

segunda-feira, 19 de agosto de 2019


GERAÇÃO Y

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 “Talvez seja este o aprendizado mais difícil: manter o movimento permanente, a renovação constante, a vida vivida como caminho e mudança.” Maria Helena Kühner (dramaturga e pesquisadora).

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 Um executivo chega em casa, depois de uma dia de trabalho, e sua filha, no quarto, completamente concentrada, levantou-se e veio dar-lhe um beijo. Ele pergunta sobre seu dia e também, sobre o que está fazendo. Ela responde ao pai que, no dia seguinte, teria de entregar um trabalho que valia importantes pontos em suas notas no colégio. Vendo a responsabilidade da filha com o compromisso, disse que a deixaria à vontade para estudar e que, antes de dormir, falaria com ela novamente.
          No final da noite, voltando ao quarto da filha para desejar-lhes um bom descanso, ficou perplexo com a cena que encontrou. TV ligada no canal Discovery; fones ouvindo música no iPod, com o computador ligado e conectado na internet, com três sites abertos (o Google, um blog colorido e o site de relacionamento Orkut) e também com o Word e o PowerPoint acionados, teclando com cinco amigas no MSN, além de estar com o celular na mão enviando um SMS para um colega. TUDO AO MESMO TEMPO. Qual a reação, o que fazer? E o trabalho para o dia seguinte? Não havia nenhum livro,(nenhuma Barsa!) sendo usado como base para o trabalho, o pai tem então o “CHOQUE DA GERAÇÃO Y”. O executivo não tinha chegado nem perto de imaginar que todas essas ferramentas estavam funcionando simultaneamente e que a integração dessas atividades permitiria que a filha chegasse a um resultado positivo, no trabalho para o dia seguinte.
          Isto hoje está longe de ser um caso isolado de uma adolescente excepcional, dotada de inteligência superior; é cada vez mais comum nas famílias e em todo mundo. Vivemos um tempo de intensas mudanças, em um tempo singular em que percebemos inúmeros acontecimentos à nossa volta. Todos acompanhados de uma afinidade de informações e chegando pelos mais variados meios.
          Geração Y são os nascidos entre 1980 e 1999 e que agora chegam à vida adulta e ao mercado de trabalho, extremamente informados e interferindo diretamente nos destinos da sociedade. Eles nasceram de famílias estruturadas em um modelo mais flexível, onde o convívio com os pais é bastante diferente do que havia nas gerações anteriores, cabendo-lhes o destino de modificar profundamente os paradigmas e premissas estabelecidos. No entanto isso não pode acontecer sem se considerar as características que formaram as gerações anteriores, que ainda interferem bastante no futuro de nossa sociedade.
          Uma BELLE ÉPOQUE de nossos avós e bisavós nascidos em 1930 e 1940 presente nas artes, na literatura e no cinema emergente, um período dramático para educar os filhos, (chamados geração tradicional) com poucas alternativas para o desenvolvimento dos jovens.
          GERAÇÃO X, era chegado o tempo das revoluções entre os anos 1960 e 1980 a geração BABY BOOMERS assumia sua vida adulta protestando contra tudo e contra todos, praticamente contra tudo que estava estabelecido. O surgimento da TV afeta de forma significativa esta geração (desde os horários de refeições, deveres de casa até o horário de ir para cama). Agora jovens pais – geração baby boomers – tem uma “moeda de troca” na educação dos filhos da geração Y. Muitos pais tiveram êxito em transferir a seus filhos valores e conceitos que aprenderam na juventude, conseguindo assim, o desenvolvimento dos jovens na construção de uma família exemplar, como a de seus pais. Foi uma geração marcada pelo pragmatismo e pela autoconfiança em suas escolhas, que buscou promover a igualdade de direitos e de justiças em suas decisões.
          A realidade hoje é a convivência, em um só lugar, de bisavós, avós, pais, filhos e netos. É no relacionamento entre estas cinco gerações que está a chave para o resgate do equilíbrio necessário para estes novos tempos.
          Questionar, questionar e questionar. Por que esta geração Y pergunta tanto? Os pensadores da Geração X pregavam e continuam insistindo, com esta nova geração, que, O MUNDO É CONSTRUÍDO COM PERGUNTAS E NÃO COM RESPOSTAS. É preciso considerar que questionamento hoje, desta nova geração não é contestação ou desafio ao nosso conhecimento, eles vieram de um ambiente de constantes desafios e para eles é muito importante interagir com o mundo que o cerca. Há uma busca constante de conexão com as coisas e as pessoas; questionar é uma forma de conectar e estes jovens da geração Y estão mudando muitas verdades que aprendemos em nossa juventude, eles querem respostas diretas e claras, exigem transparências de seus pais e e de seus líderes e estão dispostos a lutar por seus sonhos.
          Segundo o autor a geração Y precisa de nossa atitude, de nossa experiência, de nossa intuição e de nossa paciência. Afinal, eles estão preparados para assumir empregos que ainda não existem, usando tecnologias que ainda não foram inventadas, para resolver problemas que ainda não sabemos que são problemas.
Oliveira, Sidnei
Geração Y: o nascimento de uma nova versão de líderes
Sidnei Oliveira.- São Paulo: Integrare Editora, 2010
Mário de Castro


sábado, 1 de junho de 2019


VIDAS CHEIAS DE CONDIÇÕES

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“Quais são os “ses” e os “mas” que limitam o meu prazer de viver” John Powell
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            O mundo não foi feito para ser como você, eu, ou qualquer outra pessoa gostaria que fosse. A Lei de Murphy, como a maioria dos chavões, (Lei de Gerson) contém uma boa dose de verdade. Mas, em vez de ser uma manifestação de ressentimento, ela poderá ser uma Estrela Guia que nos lembrará de que podemos viver com a realidade, com flexibilidade e serenidade, independente do que aconteça, nós podemos fazer as nossas escolhas. Serenidade é uma palavra que não se ouve muito hoje em dia, ela significa ter tranquilidade, calma e paz de espírito, no corpo e no coração. É preciso coragem para mudar as coisas que podemos mudar e, aí, estão as nossas grandes responsabilidades: a única coisa que podemos mudar somos nós mesmos. Diante disto é muito importante começar a ver que a vida é cheia de possibilidades e oportunidades que derrubam com facilidade os fardos, obrigações e armadilhas perigosas que a realidade nos trará, com certeza. A felicidade é uma escolha, está sempre ao nosso alcance, está dentro de cada um de nós. A nossa infelicidade não ajuda ninguém e nem transforma o mundo num lugar melhor. Leo Buscaglia escreveu: “o mundo é cheio de possibilidades e, enquanto elas existirem, haverá esperança”
              George Bernard Shaw escreveu a melhor conceituação de esperança que ficou famosa num discurso de Robert Kennedy: “algumas pessoas vêm as coisas como são e se perguntam ¨Por quê? ¨. Sonhei coisas que jamais aconteceram e perguntei ¨Por que não? ¨.”  A esperança é essencial, para nos mantermos vivos e quando acreditamos no nosso futuro, no futuro dos outros e do mundo fica fácil bater de frente com a realidade, o faremos cheios de coragem. O convívio diário no trabalho, em nossas casas, acabam nos envolvendo em muitos aspectos de vida mas, é preciso lembrar que há diferença enorme, em interessar-se e compartilhar, e, cada um de nós temos de controlar as nossas escolhas e nossos sentimentos.
Escolha a Felicidade: A Arte de viver Sem Restrições
Ray, Verônica – l0ª edição -2004
Editora Pensamento                                                          
             Mário de Castro




P.S. de Como Estrelas na Terra



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        Taare Zamen Car, um filme indiano é produzido e dirigido por Bradley Cooper, em Boliwood, a segunda maior Cidade de Cinema do mundo, na Índia.  Seu sucesso ao entrar na Europa o batiza Como Estrelas na Terra. O filme foi indicado ao Oscar de melhor ator e melhor diretor em 2009 e também ao Oscar, como melhor filme Internacional em 2016.

Do gênero infantil, uma comédia dramática dirigida  por Aamir Khan, também ator, no papel do Professor Nikumleh,  a  dislexia é o alvo da colocação no filme, como uma perturbação da aprendizagem; pode ser classificada como uma síndrome linguística, apesar da pessoa ter uma inteligência normal. Ajustar a forma de aprendizagem foi a forma que o professor encontrou de corresponder a necessidade do aluno. Vale a pena ver o filme.