sexta-feira, 9 de junho de 2023


UM CAMINHAR ESTUDANTIL

Muitas dificuldades, muitas lutas, sem sequer uma palavra amiga, uma alfabetização sem sequer ter sapatos e o lembrar de que o preparo para as primeiras provas do Ginásio Monsenhor Arthur de Oliveira foi à luz de lamparina de querosene.  Assim fomos:

Grupo Escolar Mariano de Abreu – Bairro Cachoeirinha – Bhte.   Alfabetização. Escola ao lado da Igreja Nossa Senhora da Paz.

Ginásio Monsenhor Arthur de Oliveira – Bairro Coração de Jesus – Campanha de Educandários Gratuitos de Minas Gerais.

Colégio Tito Novaes onde disputamos um concurso de oratória que com quase certeza ganharíamos; perdemos, o primeiro colocado teve 148 pontos e eu 140. Meu chefe nos Correios, Sala de Carteiros, turma da Noite, Celestino Teixeira, nos disse: Não fique triste, da próxima vez prepare-se mais, prepara-se, vai e arrebenta. Assim o fiz.

 

IMACO – Instituto Municipal de Administração e Ciências Contábeis – Parque Municipal – B.Hte.  Concurso de oratória com 5 candidatos, fui o terceiro a apresentar: alguém gritou na plateia: -  esse aí é padre! Não vacilei e fui para arrebentar, puxei o primeiro lugar. O paraninfo seria o Presidente do País que em audiência no Rio de Janeiro seria o convidado. Partiu de B.Hte., no Trem de Luxo Vera Cruz, uma comitiva de alunos, com  o Professor Delmo acompanhando,  para convidar o Presidente do País, ora no Palácio do Catete no Rio de Janeiro. Não pude ir, não tinha o dinheiro para a viagem. Doze de dezembro de 1968, depois de ter o meu discurso censurado várias vezes fiz, a meu mando o discurso onde o Sr. Paraninfo Marechal Arthur da Costa e Silva – DD. Presidente da República Federativa do Brasil, nos disse, nos cumprimentos, ao término do meu discurso: - Parabéns meu Jovem, você citou São Francisco de Assis, meu Santo protetor.

Vestibular em Itaúna no segundo período nos transferimos para o INESP em Divinópolis- MG INESP – Instituto de Ensino Superior e Pesquisa. Os cursos de sociologia estavam suspensos no país e este curso era realizado dentro de um dos prédios do Santuário Bom Pastor. Candidatei-me ao concurso de oratória e fui aprovado pela banca examinadora. Fui o orador e nosso Paraninfo foi o indigenista, Cientista Social, Arcebispo de Goiás Velho – Goiás - Dom Tomaz Balduino.

 

CONVIVENDO COM ARTE – Ateliers e Eventos de Contos – Aprendendo a Contar Contos, Bhte.

 Practtioner em Programação Neuro-linguística – PNL – Bhte. em 1995.

Reiki Master – 2º grau – Bhte. 1999.

Graduação em Especialização de Educação Técnica para Professores de Nível Superior – Licenciatura Plena MECMG 1919/1970.

PUC –MG – Pós-Graduação -  LATO SENSU -  Programa de Especialização de Professores de Nível Superior – Especialização em Sociologia – 1982/1984.

         

 

E S C O L A S

 

Quanta luta, quantos sonhos, muitas e muitas buscas. Um dia de semana, em casa, preparando para um outro dia de trabalho nos Correios, pergunto a minha cunhada Marluce: lá na sua escola não está precisando de professor? - Espere um pouco vou voltar lá e mais ou menos uma hora depois, pergunto à senhora Diretora do Colégio Riachuelo, Professora Adyr Aguiar do Carmo, quando começo? – Hoje mesmo, esteja aqui às 19 horas. Dia 12 de março de 1969 minha primeira aula no Colégio Riachuelo, começa ali minha vida como professor, um início de 49 anos de magistério, uma vida de aprender, tentar ensinar e uma vontade louca de ser professor, honra, uma “uma verdadeira “metidês” na tentativa de ser professor. Falo isto tantas vezes, não canso de repetir que NOS CORREIOS EU CONSTRUÍ MINHA VIDA E NA ESCOLA EU JOGUEI MEU CORAÇÃO.  No Colégio Riachuelo, muitas lutas, algumas tristezas, mas uma alegria muito grande em tentar fazer o de melhor, ali fiquei até quando o Colégio fechou suas portas. Confesso que ali eu fui feliz muitas vezes. Por quais escolas passei:

 



- Colégio Riachuelo – 12 de março de 1969, minha primeira aula, meu primeiro trabalho como professor, ali fiquei, com muito orgulho e toda honra até quando a escola existiu.

 

- Colégio São Marcos – Bairro Cachoeirinha em Belo Horizonte.

- Instituto Nobel – rua Carijós – Belo Horizonte.

- Colégio Wenceslaw Brás –Belo Horizonte.

- Colégio Dom Cabral - Bairro Lourdes – Belo Horizonte.

- Colégio Prisma -  Bairro Floresta -  Belo Horizonte.

- Colégio Religioso feminino - zona Sul de Belo Horizonte.

 

- Esamig / Feamig – Faculdade de Engenharia – Bairro Floresta – Belo Horizonte.

 

- EE. Maria Floripes - em Sabará por onde fui indicado, pelo Diretor da Escola, Elvécio Tomaz de Miranda, ao Prêmio de Mérito Educacional da 1ª Superintendência de Educação de Minas Gerais. 

 

VIDA - CORREIOS - ESCOLAS E GRUPO IDEIA

Um caminhar estudantil



59 ANOS DE CORREIOS um “PARI-PASSU” de vida, de trabalho, de correios e de escolas. Fazer correios me fez gostar, orgulhar-me, me fez aprender, me fez acreditar nas pessoas, me ensinou a confiar e me deu condições de escolher, de ser aceito, de poder aceitar e fazer parte de equipes, de liderar equipes das quais sempre me orgulhei. Foram 59 anos de muito trabalho sério, de construção de vida profissional que me condicionaram em me tornar professor; uma jornada quase sempre de 9 horas de trabalho me dava forças de enfrentar mais 4 aulas por noite, nas quais joguei a minha crença, joguei meu coração. Foram 65 anos de contribuição previdenciária – INSS. - Várias alegrias, muitos e muitos sonhos, de muitas realizações e agora após meus 77 anos, quase não parei em casa, junto aos meus familiares. Nesses 65 anos de trabalho contínuo lendo, escrevendo e tentando mostrar, insistindo na fala e na escrita que podemos muito, dependendo de nós mesmos, sempre acreditar de que a vida é um eterno buscar. Nossa volta ao CETED, agora CECOR aos 70 anos de idade, após 12 anos e sete meses de ausência dos correios nos deu mais forças pelos mandos de demissão inconstitucional. O Supremo Tribunal Federal manda que retornemos aos correios, sem efeito a ausência: é quase um milagre e eu acredito que seja, recomeçar tudo aos 70 anos de idade. Sob os auspícios de Lúcia Clarinda, a Lucinha somos convidados a resenhar, escrever textos de obras dos mais lidos livros da Biblioteca dos Correios em MG. Um grande desafio e um grande compromisso com o desenvolvimento e treinamentos nas Minas Gerais onde, em Belo Horizonte, já estava formada e constituída como uma das melhores Bibliotecas dos Correios do país. É muito importante lembrar que nos Correios, inicialmente como carteiro nível 10 (carreira inicial) nela permaneci por longos 16 anos, apesar da carreia administrativa, até o Primeiro Plano de Cargos e Salários da empresa pelos meados dos anos 70. Vejamos o nosso trajeto:

 

 - Carteiro dos Distritos Postais n° 18 e 114, no início do ano de 1961.

- Em março de 1961, não só eu, mas muitos outros dos correios e da Rede Ferroviária do Brasil fomos demitidos. Tornado inconstitucional a demissão volto aos Correios 2 meses depois.

 - Carteiro de Correspondência Expressa fui transferido para trabalhos noturnos na mesma Sala de Carteiros de Belo Horizonte em meados do ano de 1961, como encabeçador de cartas e logo começo a ser treinado para função de manipulante, onde permaneço até 1971.

 - Mediante uma prova interna passo a trabalhar na Seção de Revisão dos Correios em MG, antiga Seção Econômica, onde fui convidado por Maria José Ferreira e Waldete Morgan, titulares desta seção, para assumir a chefia da TUREB –Turma de Revisão de Balancetes de MG.

 - Convidado para ser o Tesoureiro Regional da DRMG em meados de 1975 lá permaneço até 1992. Extinta a Tesouraria ocupo a chefia da Seção de Contas a Pagar. No mesmo 1992, sugerido por Ângela, administradora postal, e acatado e convidado por João José, Gerente do CETED, torno-me Instrutor de Desenvolvimento dessa casa.


 - No CETED tive o privilégio de participar de vários projetos de desenvolvimento empresarial destacando no primeiro o Gerência “Um Caso” de Parceria; projeto feito à 4 mãos com as instrutoras Regina Célia Nunes, Neusa Viana Silva e Walmira Euzébio. Sob a chefia de José Carlos de Souza Lemes. O projeto formou uma turma piloto em Belo Horizonte com o objetivo de formar multiplicadores em várias Diretorias de Correios no país. Além dos futuros multiplicadores participaram desta turma piloto dois representantes da SLU da cidade, um representante de uma empresa de reflorestamento em Montes Claros, dois representantes da Superintendência de Educação do Estado de Minas, dois engenheirandos da Faculdade de Engenharia Kennedy, a presidente da Sociedade Mantenedora da FEAMIG, Nadir da Conceição Costa, uma representante da EE. Estadual Maria Floripes e a professora, também do Maria Foripes, Cátia Regina de Castro.  Participou ainda do projeto professores de uma escola estadual na Rua Hermilio Alves, juntamente com o professor Roberto Vicente de São Geraldo. Este projeto correu muitas diretorias de Correios com muito sucesso e realizou a formação de várias turmas em Belo Horizonte.

 -Realizamos, a pedido do Gerente do CETED – João José, um outro Projeto, muito importante - REINTEGRANDO À EQUIPE – que dá boas-vindas aos empregados dos Correios em MG que foram demitidos pelo Plano Collor.

 -Escola “Um Caso” de Parceria é outro projeto que trabalhamos, sob total apoio de João José, gerente do CETED, voltado para a Secretaria de Educação de MG, que nessa época era um dos maiores e melhores clientes da ECT. Cuidamos nesse projeto em dar uma visão empresarial, modelo Gerência “Um Caso” de Parceria, para profissionais de educação. Ofertado à cidade de Divinópolis, o projeto de 16 horas aulas, foi ministrado nas dependências dos Correios para várias Escolas, em várias turmas; para se ter uma ideia da importância do trabalho ofertado só a EE. Martin Ciprien participou em três turmas com mais de 100 professores. No CETED, recebemos, também nos fins de semanas, mais de 240 professores estaduais e mais de dezenas de profissionais de educação.

O projeto ENCONTRAR-SE – com 16 horas aulas foi um dos mais importantes trabalhos que pudemos realizar no CETED. Nasceu da necessidade urgente de mudança e de nova visão empresarial na Região Postal de Uberaba a pedido de seu gerente regional. A Região Postal de Uberaba, segundo seu Gerente Regional, tinha na sua sede quase todo o seu efetivo com 25 anos de Correio e até mais, um pessoal, quase todo desmotivado, alheio às mudanças, dentro de uma empresa já de total mudança à época. Pareciam não saber que já éramos um dos três Correios do mundo, só perdendo para os correios da França e do Canadá. Diante disto tudo fizemos então, acreditando nas mudanças, ali em Uberaba, três turmas piloto, sempre nos fins de semana. Desta realização com sucesso em Uberaba, aplicamos o mesmo trabalho, nos mesmos moldes, em BHte, para as gerências: Gerência de Serviços Gerais, 2 turmas – Hotel Fazenda Ipê Amarelo.  Área Telegráfica e Tecnológica duas turmas – Hotel Fazenda Parada de Maquiné. - Gerência Financeira – GEFIN – sob o comando do saudoso colega Bráulio Tadeu de Magalhães, 3 turmas, com uma manhã de sábado, no prédio Sede da Av. Afonso Pena, fazendo se o encerramento. Esta realização mexeu muito comigo, pois a Gefin foi minha casa, antes mesmo de ser Gefin, estivemos ali por mais de 25 anos. Nos pareceu que estávamos despedindo dos Correios. Só nesse prédio trabalhamos por mais de 32 anos. Mal sabia eu, que estávamos prestes a uma segunda demissão e assim aconteceu, no segundo semestre de 1997.




 - No CETED, após 7 anos de trabalho, fui demitido dos Correios pela segunda vez. Com o Supremo Tribunal Federal tornando a demissão Inconstitucional, volto ao CETED, agora CECOR, aos 70 anos de idade -2010 – Acreditar nessa oportunidade de volta, sim, acreditamos como quem acredita em milagres e sabendo das condições de podermos ainda realizar muitas coisas, colocamos nas Mãos de Deus e fomos, retornamos ao trabalho, ao mesmo Centro de Treinamento e Desenvolvimento, agora denominado CECOR – Centro de Educação Corporativa.

 - Agora, como Instrutor Temporário e resenhando os melhores -  e mais lidos livros da biblioteca permaneço no CECOR até meados de 2017, quando caminho para uma aposentadoria definitiva dos Correios, confesso, que com muito medo do ter que parar. Várias pessoas viveram comigo este medo, meu caríssimo, professor Júlio Elias, assistiu este medo, muitas vezes nos meus olhos, no meu recuo e em algumas lástimas. Ouvi do professor Júlio, mais de uma vez, que eu nunca deixaria de ser o Prof. Mário de Castro e acanhadamente acreditei, foi um grande salto, buscando coragem. Viviane, nossa chefe também viu esse medo, lembro-me disso, e agora aqui estou, agora em casa, lendo muito e escrevendo um pouco, fazendo um trabalho que muito nos alegra, nossos textos e resenhas. Acreditei, não mais com toda força física de saltar, mas com a coragem de jogar meu Coração uma outra vez. Corri para um novo grande salto, ”titubeei“. Corri, tive medo de saltar, parei e aí, mais uma vez joguei meu coração.

domingo, 18 de dezembro de 2022

 

Faz de Contas

ou

O Quarto Rei Mago



               Como no filme O Quarto Sábio, os três reis Magos não foram três e sim quatro; Baltasar, Belchior, Gaspar e um tal de Noel como querem os portugueses, Santa Claus como querem americanos, mexicanos e canadenses ou São Nikolaus como o chamam os alemães; ele, Santa Claus, Noel, veio das terras geladas da Lapônia, na Finlândia, lá pelos lados do Polo Norte onde vive e trabalha em sua fábrica de doces e brinquedos, auxiliados por Elfos mágicos ou Duendes mágicos. Lá, naquela terra gelada, o transporte é o trenó puxado por oito renas. Mas só o de Noel é puxado por nove renas: Rudolph, de nariz vermelho, que serve de guia para as outras 8 renas, nas tempestades de neve e mais:  Corredora, Cupido, Cometa, Dançarina, Empinadora, Raposa, Plutão e Ventania; são nove renas, as únicas voadoras e velozes. Pai Natal chega ao ponto do encontro cansado, com seu trenó abarrotado de presentes e busca por Baltasar, Belchior e Gaspar! Onde estão eles? - Já partiram, seguindo a Estrela Guia, a Estrela de Davi, para encontrar o menino Deus. Cansado da viagem, resolve dormir um pouco a espera dos reis Magos que deveriam voltar pelo mesmo caminho. Há vista da matança dos inocentes os reis magos tomam outro caminho de volta, evitando as terras de Herodes. Não encontrando os reis magos de volta, Noel resolve entregar às crianças que encontra, seus presentes, com a saudação de Feliz Natal, Merry Christimas, Feliz Navidad, Natale Hilare em latim e Bom Natale em italiano, ou transliterando (linguagem simplificada) Hivää Joulua como se diz em sua terra Finlândia, ou ainda Merrycury Sumasu como querem os japoneses. Fala-se que até hoje, ainda hoje, ele sai das suas terras frias, na Lapônia, Rovanieme, capital da Lapônia, uma das províncias da Finlândia, com suas renas e seu trenó, distribuindo presentes à todas as crianças que encontra, na esperança de ver, algum dia, a Estrela Guia, a Estrela de Davi que possa levá-lo ao Messias, para presenteá-lo. Quem é este personagem? Você acredita? Credes?  Quem é ele, esse possível Quarto Rei Mago?  Se você, até então, acredita em Papai Noel como eu, haverá de acreditar também em um quarto Rei Mago, não sei, você, com que nome, eu prefiro chamá-lo Noel, sim Noel, o Quarto Rei Mago e ter a ESPERANÇA, assim como ele, de ver a Estrela Guia, A Estrela de Davi e ir, assim como ele, em busca constante e eterna do Menino Deus. 

Mário de Castro

 

 PS. Quarto Rei Mago

Seja qual for o seu nome: Noel, São Nicolaus, Santa Claus queremos seguir com ele, trabalhar com ele, buscar com ele, na esperança de ver um dia a ESTRELA GUIA e podermos encontrar o Menino Deus em prol de nossa redenção. Feliz Natal e que esse ano vindouro seja de realizações de sonhos. Busque novos sonhos com a esperança de poder realizá-los, jogue com força seu coração nesta nova e constante busca. Feliz Ano Novo!

quarta-feira, 26 de outubro de 2022

 ENCANTAMENTO

"As pessoas não querem mais informações. Já estão repletas de informações. Elas querem acreditar - acreditar em você, nas suas metas, no seu sucesso e na história que você conta." Annotte Simmons - autora de Whoever Tells The Best Story Wins.



Encantamento é um compacto manifesto do mundo dos negócios, um tratado de relações interpessoais, é um extrair de pérolas do coração e da mente das pessoas, é quando o ser eficiente é pouco e ser eficaz é muito mais. O seu parceiro, o seu colega de time, o seu cliente, o seu colega de trabalho se você simplesmente o atende é pouco, se você supre a sua necessidade é pouco e se você o conquista, hoje em dia, continua sendo pouco; é necessário ENCANTÁ-LO. Quanto maiores forem as suas metas, maior será a necessidade de modificar corações, as mentes e as ações das pessoas. Se você está realizando algo significativo você precisa de encantamento.

• O primeiro passo para o encantamento é fazer com que as pessoas gostem de você e para alcançar isto é preciso aceitar as outras pessoas e descobrir nelas algo que goste, em cada uma delas;

• O segundo passo é a conquista da confiança, verem que você faz as coisas certas e do modo certo.

          Os bons encantadores são simpáticos e confiáveis. O encantamento está vivendo sua época dourada porque nunca foi tão fácil, rápido ou barato fazer contato com as pessoas em todo o mundo. Administrar o seu tempo é preponderante porque desperdiçá-lo é desencantar. Encontre um exemplo de vida, encontre um modo para concordar e ainda, encontre um ponto brilhante e você então caminha para ser um encantador.

           Para fazer o encantamento perdurar, segundo o autor, é muito importante que você diversifique a sua equipe, que você tenha DEFENSORES: que assumem os interesses dos seus clientes; CÉTICOS: que apresentam uma atitude de dúvida mas, que desafiem as ideias para torná-las melhores; VISIONÁRIOS: que tenham ideia clara de como sua tecnologia e o mercado de trabalho evoluirão; ADULTOS: o que faz as coisas acontecerem de um modo eficiente e com um custo moderado; VENDEDORES: o que fecha os negócios – as pessoas acham que realizar uma venda é fácil até tentarem realizar elas próprias. Um bom administrador precisa de uma maneira de fazer que gostem dele, ele precisa criar situações que sejam vantajosas para todos, precisam ser simpáticos, mas os encantadores excelentes são simpáticos e confiáveis, precisam ser MENSCH.

           MENSCH é uma palavra em alemão que significa "ser humano”, mas numa conotação muito maior que excede em muito essa definição. Você é mensch sendo honesto, justo, generoso e transparente independente de com quem você está lidando e quem poderá vir a tomar conhecimento de sua atitude. Seja um mensch concentrando-se nas boas intenções, nas atitudes positivas que transformam o mundo num lugar melhor e, conceda o benefício da dúvida, na reserva de que boas pessoas podem ter atitudes más devido a circunstância além da sua compreensão; isso não significa que essas pessoas sejam más.

          Guy Kawasaki, em sua obra, nos presenteia, após cada capítulo, com histórias pessoais de vários autores. Numa empresa que se prepara para ser uma empresa de classe mundial vale a pena ler ENCANTAMENTO e conhecer, em cada capítulo “Minha História Pessoal”.

Kawasaki, Guy

Encantamento: a arte de modificar corações, mentes e ações

Rio de Janeiro, RJ: Alta Books, 2011.

Mário de Castro


Ps. Encantamento

        Em minhas aulas e em cursos nos Correios eu costumava brincar, dizendo: CUIDADO: porque eu posso te conquistar; hoje eu digo: SONHO, sonho meu, CUIDADO, muito cuidado porque agora  além de conquistá-lo eu quero te encantar.


sexta-feira, 1 de julho de 2022

 

VIDA, OBRA E MITO JK, O ESTADISTA

 

Ler, anotar muitas coisas e resenhar JK, especialmente Vida, Obra e Mito JK, o Estadista, livro do também Professor Vicente Cruz Filho é para mim um grande prazer e muito nos honra.


O menino Nonô de Diamantina – MG não queria ser padre, mas sim Doutor. Filho de Dona Júlia Kubitschek de Oliveira, professora, que passa a morar com os dois filhos Naná e Nonô na escola em que trabalha, após sua viuvez. Nonô, batizado com o nome de Juscelino Kubitschek de Oliveira vai se tonando um grande “ledor de livros”. Mesmo sem sapatos até os doze anos e com apenas seis livros, no sistema de trocas, lê centenas de outros livros. Mesmo não tendo gratuidade em curso no Seminário de Diamantina, não queria ser padre, mas sim médico. Nonô, agora Juscelino Kubitschek de Oliveira sonha em ter um emprego estável para custear um futuro curso de medicina: neste preparo lê, mais de trezentos livros de assuntos variados, na   Biblioteca da União Operária Beneficente de Diamantina. Com dezessete anos de idade Juscelino viaja de trem para Belo Horizonte com passagem e algum dinheiro, conseguidos através da venda da única joia da família, vendida por Dona Júlia para custear o filho em concurso para telegrafista no Departamento de Correios e Telégrafos em Belo Horizonte. Feito a prova, volta para Diamantina onde aguarda com ansiedade, por longos seis meses, que aprovado, mudaria tudo em sua vida. Telegrafista nos Correios, trabalhando no horário noturno ele consegue, com seus recursos, se preparar para ser médico.  Foi aprovado no vestibular em 1922.  Em sua formatura como médico apresenta à mãe, Dona Júlia, sua namorada que conheceu em Belo Horizonte, Sarah Gomes de Lemos. Aqui, o antes Nonô, agora Juscelino descobre: (“ ... pelos estudos que ser-me-ia possível quebrar as algemas), ... caminhos que haverão de presenteá-lo em muitos sucessos de vida. Do despertar dos livros de sua juventude, a França teve lugar expressivo e é onde Juscelino Kubitschek de Oliveira faz uma especialização em cirurgia, sagrando-se no primeiro lugar entre oitenta médicos cursantes.  Já casado com Dona Sarah, sua esposa por toda vida, a Revolução de 1930 o levou à Força Pública de Minas Gerais, hoje Polícia Militar de Minas Gerais, como Capitão-médico e chefiando o Serviço de Urologia do Hospital Militar de Minas Gerais, em Belo Horizonte e depois Major e Tenente-coronel-médico, no mesmo Hospital, já em 1955, Juscelino vê que o aprendizado de sua vida, até então, o desperta para o discurso, sua ferramenta para seu sucesso político no país. Secretário particular e Chefe de Gabinete do então Interventor Benedito Valadares tinha as manhãs livres para exercer a cirurgia hospitalar e em 1934 é eleito Deputado Federal. Em 1937 Getúlio Vargas fecha o Congresso Nacional e Juscelino volta a clinicar no Hospital Militar, mas sua lide política está desperta*.  Indicado para Prefeito de Belo Horizonte por Benedito Valadares aí então JK assume e começa seu espírito de renovação na administração pública. É famosa sua citação ao terminar a construção da Av. do Contorno para a visitação de Getúlio Vargas à Belo Horizonte:  ...´são os dez mil servidores de que disponho’ ... são os dez mil burrinhos no transporte de terras na construção da avenida. São suas como, prefeito, obras do complexo da Pampulha – hoje Patrimônio Histórico, o Hospital Municipal Odilon Behrns, o Conjunto Residencial IAPI, os Restaurantes Populares em Belo Horizonte, os famosos bandejões e é na maioria dessas construções que surgem os empreendedorismos profissionais de Oscar Niemayer, Lúcio Costa, Portinari e Burle Marx que logo depois vão estar presentes na construção da Capital da Esperança – Brasília. Governando Minas com êxito frenético do binômio ENERGIA e TRANSPORTE, construindo e pavimentando estradas no Estado cria a Cemig, a Frimisa e a Fertisa (fertilizantes). O dinamismo de seu governo o faz natural candidato a Presidente da República para o pleito de 1955. Eleito em primeiro turno teve sua posse muito ameaçada e é daí uma de suas frases famosas: “Poupou-me Deus o sentimento de medo”. Alicerçado no trinômio ENERGIA – TRANSPORTE E ALIMENTAÇÃO JK se compromete com um Plano de Metas de 50 anos de progresso em 5 anos de governo e verdadeiramente não estava em sua meta a construção de Brasília e segundo o autor, JK é questionado pelo goiano Antônio Soares Neto – o Toniquinho -  por que não construir Brasília?  Aceito o desafio Toniquinho está com JK no Planalto Central visitando as obras de 43 meses de trabalho frenético e interrupto. Foram realmente 50 anos em 5 com o Brasil não mais importando geladeiras, aparelhos elétricos e até automóveis, um país promissor que já tinha quase tudo. Recebendo as chaves da Nova Capital do país do engenheiro mineiro Israel Pinheiro. 

 

Relata em sua obra, o professor Vicente Cruz Filho um governo JK com apenas 25% de inflação contra 130% de João Figueiredo, Sarney com 472% e um Fernando Collor com 948%. As dívidas públicas são notáveis no comparativo em dólares: 200 bilhões de FHC, 148 bilhões de Itamar Franco, 136 bilhões de Collor, 102 bilhões de Figueiredo e 3,5 bilhões de JK. A ideia do livro é acalentada desde 2004 e o autor faz agora a publicação tendo como joia o famoso discurso do Eterno Presidente quando assumiu uma Cadeira na Academia Mineira de Letras. Dentre outras coisas JK fala solenemente: (“... a aceitação unânime de meu nome por esta Academia, declarei-vos de haver feito um homem feliz. ... a presença nesta solene sessão de um dos maiores vultos contemporâneos do Brasil, Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Mota para apresentar –me as saudações desta Academia, me fez um homem feliz ‘ aplausos demorados’. ... do fato de ter como Governador de Minas visitado todos os municípios mineiros, àquela época quatrocentos e cinquenta ... li, li muito, li bastante, em quantidade e qualidade ... no quadro sisudo do Velho Tijuco ... não saberei dizer como dominei o susto, ao ter que pronunciar, em Diamantina o improviso que marcou a primeira e difícil etapa que me levou às culminâncias do poder ... divisei-me com uma pequena e curiosa aglomeração na modesta Estação Ferroviária para dar-me as boas vindas, após o sacolejo de quinze horas.  O néctar transportava-me aos dias de jovem e os ensinamentos de Vieira, de Rui e de Montalverne, que naquela época já me tinham revelado a eloquência ajudaram-me e pude desatar a língua, que desatada ficou por várias décadas, proporcionando-me a levar ... vastidões do Brasil, o evangelho da liberdade.  ‘aplausos demorados ‘

 

A poltrona na qual hoje me emposso, dignificada por Mendes de Oliveira ... ninguém foi mais alto do que ele, na glorificação do soneto, poltrona depois ocupada por Noraldino Lima, Diretor da Imprensa Oficial, secretário de Estado e Deputado Federal, coube-lhe tudo com que Minas poderia alardoar o filho predestinado, inclusive a Chefia de Governo. ... sete anos são passados, não me esqueci e não se esqueceram os que viram e ouviram Guimarães Rosa afirmar na Academia Brasileira de Letras, em sua posse, que as pessoas não morrem ficam encantadas, eu estava lá, num dos raros discursos de Rosa na Academia. ... se a saudade machuca, é também a mais nobre moldura para a recordação. Na viagem que inicio não mais encontrarei a rasgarem a minha carne os espinhos que tanto me feriram ... servir o Brasil e a terra muito amada de Minas. ‘aplausos demorados’   Sei que compartilharia com tal gáudio aquela que me educou e a quem, lá do Céu, contemplando a vitória do filho, bendirá a Deus a ventura de lhe haver permitido trazer, da legendária Diamantina até esta soberana Academia Mineira de Letras, o menino pobre que lutou sem tréguas, para algum dia merecer esta  “glória que fica,  eleva, honra e consola”. 6 ‘palmas por vários minutos’ ‘ “)

6 – Parte III do poema “versos a Corina”, de Machado de Assis.    

 

Cruz Filho, Vicente

       Vida, obra e mito JK, o estadista

Belo Horizonte: Páginas Editora, 2021

100     :  discursosil. Foto.p&b

 

 

*Paulo Pinheiro Chagas, deputado mineiro e Ministro de JK lembra em um de seus discursos de uma das primeiras sagas políticas de Juscelino:  “... esqueçamos, esqueçamos, como quem esquece 37, a história também tem o seu pudor”

Mário de Castro

 

PS – De duas feitas tive o privilégio de ver, ouvir e falar com Juscelino Kubitschek de Oliveira. Na primeira vez, no assento traseiro de um automóvel preto e grande - muito bonito – isso no antigo abrigo de bondes Sr. Bom Jesus - Cachoeirinha -, no centro da cidade de Belo Horizonte, rua Curitiba, em frente ao predinho Sede da Drogaria Araújo, quando o menino, também engraxate e também com mais ou menos 11 anos, falou e pediu: Olha lá, olha lá Doutor Juscelino!!!  Doutor Juscelino:  me dá um dinheiro aí!!!  E ele, um estadista, o Governador do Estado de Minas, tira do bolso algumas moedas: - Toma, parte com vocês dois; e, dando ordens ao motorista, foi-se embora. Na segunda vez, assustador e quase incrível, no início da década de 60 por volta de 61/62; não sei precisar bem, na sede do Partido Social Democrata – PSD – à rua Espírito Santo 920 – Centro de Belo Horizonte, assusto-me ao ver entrando naquela sede o Presidente JK!  Me estendeu a mão:  - boa tarde meu jovem, O Dr. Renato Azeredo já está aí? – Não Presidente, mas vou chama-lo imediatamente, assente-se por favor, vou servi-lo um cafezinho! Pasmem!!!  Em minutos e ainda o presidente tomando o cafezinho entra no casarão da sede do PSD, Dr. Renato Azeredo – Vice chefe da Casa Civil do Presidente JK, e em seguida o casarão do PSD fica repleto de gente, de repórteres, de jornalistas, de políticos, e curiosos em ver o   Eterno Presidente da República, Juscelino Kubitschek de Oliveira.

quinta-feira, 26 de maio de 2022

 

DIA DO SELO

Agência Filatélica Belo Horizonte MG Espaço Filatélico em 1 de agosto de 2012 Ainda ontem, meados da década de 1970, as peças filatélicas do primeiro lançamento de PEQUENAS JANELAS PARA O BRASIL E O MUNDO estiveram e estão presentes na vida dos CORREIOS e dos amigos dos selos e dos Filatelistas.


… estávamos nesta casa, há mais de vinte anos, como se aqui fosse a Casa Mãe, do Monastério de uma instituição chamada Correios. Entre circulação de selos e preparo de peças filatélicas já fazíamos a interação, a parceria de trabalho, procurando fugir de toda e qualquer burocracia em prol do melhor atendimento desta clientela seleta chamada filatelia. Entre receber os selos comemorativos, envelopes, cartões e editais, víamos uma corrida incansável da jovem senhora Adelina Pereira, no preparo das peças filatélicas, cuidadosamente preparadas, com esmero e carinho.

Senhoras e Senhores, há que se saber que nós da Tesouraria Regional, víamos os selos em primeira mão, os envelopes e editais, conhecendo também os carimbos de primeiro dia de circulação mas, no entanto, nestes anos todos nunca tivemos a oportunidade de assistir, ver o dia a dia de lançamentos, do obliterar dos primeiros selos, quase uma vida profissional nesse cotidiano de valores e selos, formando uma equipe profissional naquele trabalho, enquanto durou a tesouraria, diríamos, fomos os últimos dos Moicanos.

 

Qual não foi a minha surpresa ao sermos convidados para sermos o segundo a obliterarmos os selos Carta Comercial- 1º porte – Bandeira e ipê e Janelas para o Brasil e o Mundo (só poderia ser feito da Adelina, sabedora que eu ali estaria “sem lenço e sem documento”);


O aconchego da recepção pela Raquel, Laíze e Cosme nos cativou enormemente e pasmem, (surpreendi-me, quando queria apenas a oportunidade do obrigado por aquela primeira vez, -do dia do selo- carimbo de primeiro dia de circulação), eis que o Sr. Diretor Adjunto, Messias Godoy, nos convidou, pela empresa, pelo dia do selo para cumprimentar aos senhores, filatelistas, colaboradores e gestores da empresa e também amigos do selo. Estas surpresas, senhores e senhoras, não sei se temos, ainda “o aguenta coração”.

Mário de Castro